Fé Ortodoxa - Una, Santa, Católica e Apostólica

[Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil] Diocese dos estados de Goiás e Tocantins.

29/10/09

Comissão ortodoxa-católica analisa papel do bispo de Roma

 

 

PAFOS (CHIPRE), sexta-feira, 23 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- A reunião realizada de 16 a 23 de outubro da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto, em Pafos, Chipre, avançou na reflexão comum sobre o tema decisivo para voltar a encontrar a unidade: o papel do bispo de Roma.

Um comunicado conjunto enviado pelos organizadores após a reunião confirma que neste encontro se avançou na redação de um documento conjunto sobre o tema “O papel do bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milênio”. 

O documento se baseia em um projeto preparado por um Comitê ortodoxo-católico, que se reuniu na ilha de Creta, na Grécia, no ano passado. 

“Durante esta reunião plenária, a Comissão analisou com muita atenção o projeto do Comitê misto de coordenação, e decidiu completar seu trabalho sobre o texto no próximo ano, convocando uma nova reunião da Comissão Mista”, assinala a nota. Este documento responde ao pedido que lançou João Paulo II em sua encíclica “Ut unum sint” sobre o “compromisso ecumênico” (25 de maio de 1995), na qual propunha “encontrar uma forma de exercício do primado que, sem renunciar de nenhum modo ao essencial de sua missão, abra-se a uma situação nova” (n. 95).

Isto é possível, acrescentava, pois “durante um milênio os cristãos estiveram unidos pela comunhão fraterna de fé e vida sacramental, sendo a Sede Romana, com o consentimento comum, a que moderava quando surgiam dissensões entre elas em matéria de fé ou de disciplina”, recordava.

O próprio Papa Karol Wojtyla convidou a buscar, “juntos, as formas com as quais este ministério possa realizar um serviço de fé e de amor reconhecido por uns e outros”. 

Na reunião de Pafos participaram 20 membros católicos e estiveram representadas todas as Igrejas ortodoxas, com a exceção do Patriarcado da Bulgária. 

A Comissão trabalha sob a guia de dois copresidentes: em representação católica, o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos; em representação ortodoxa, o metropolita de Pérgamo, Ioannis Zizioulas.

No sábado, 17 de outubro, os copresidentes e outros participantes, entre os quais se encontrava o cardeal argentino Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, foram recebidos no palácio presidencial pelo presidente do Chipre, Dimitris Christofias, que expressou sua esperança neste “importante diálogo para um mundo ainda dividido, como acontece ao próprio Chipre, e expressou seus melhores desejos para o progresso na comunhão entre as duas Igrejas no futuro”.

 “Todos os membros ortodoxos da Comissão reafirmam que o diálogo continua com a decisão de todas as Igrejas ortodoxas e avança com fidelidade à Verdade e à Tradição da Igreja”. Segundo o porta-voz da polícia, o comissário superior Miguel Katsunotós, os prisioneiros ocuparam a capela de São Jorge, que se encontra na sede de Pafos, na qual aconteceram as sessões de trabalho da Comissão ortodoxa-católica, propriedade da prefeitura de Pafos. 

[...]

Por sua parte, os representantes católicos, informa o comunicado, consideraram o projeto sobre o primado do bispo de Roma “como uma boa base para nosso trabalho e confirmaram a intenção de continuar o diálogo com confiança mútua, em obediência à vontade do Senhor”.

A Comissão mista, instituída pelo Papa João Paulo II e o patriarca ecumênico Demétrio I, em 30 de novembro de 1979, em Istambul, na festa de Santo André (Patrono da Igreja de Constantinopla), começou seu caminho em 1980 e reiniciou seu trabalho em 2006, após um parênteses de seis anos, devido a divergências.

 

Por Jesús Colina

 

Fonte: Zenit

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26/10/09

Eclesiologia Oriental, Missiologia e o Episcopado

Esta é a temática do 8º fascículo do Processo de Aperfeiçoamento na Doutrina Cristã Ortodoxa do mês de agosto de 2009 da diocese dos estados de Goiás e Tocantins

 

Caríssimos irmãos e irmãs em Jesus Cristo, nosso Senhor.

Neste mês de Agosto, mais uma vez somos chamados como Igreja de Missão a descobrir as maravilhas de nossa tradição oriental. O PADCO é este veículo que nos possibilita a entrarmos neste universo eclesial.

Neste 8º Fascículo do PADCO vamos conhecer um pouco mais sobre a Igreja Oriental e sua teologia. A Igreja é um templo vivo e nós agregamos este mistério transcendental. A Missão da Igreja é a nossa missão de batizados, pois é mandato de Jesus: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a todos os povos e nações”. Os nossos Bispos são os sucessores legítimos dos Santos Apóstolos. Como disse St. Inácio de Antioquia: “Onde está o Bispo, está a Igreja Católica”. A presença da Igreja se gera na presença de nossos Bispos.

O desafio é colossal, mas a garra e a coragem nos estimulam a continuar na caminhada de santidade.

Hoje é o dia da graça, hoje é o dia da salvação. Vinde a mim, benditos de meu Pai e participai daquilo que lhes foi preparado desde a criação do mundo.

Nesta certeza, louvemos a Deus pelas maravilhas que nos concedeu de sermos parte do Corpo Místico de Cristo, sua Igreja.

Agradecemos a SS. Moran Mar Ignátius Zakka I Iwas pelas suas bênçãos apostólicas e que sejam derramas sobre toda a Igreja do Brasil.

 

 por Pe Roberto Demétrio

 Diocese dos estados de Goiás e Tocantins

AP. GYN/GO, AGOSTO DE 2009

PERÍODO DA DORMIÇÃO DE MARIA

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20/10/09

Arcebispo da Igreja Sírio-Ortodoxa critica EUA

 15-10-2009

D. Saverius Hawa, Arcebispo da Igreja Sírio-ortodoxa de Bagdad, criticou duramente os EUA pela administração da capital iraquiana.

 
O Arcebispo declarou que a falta de electricidade em Bagdad esmagou a vida da cidade e colocou em perigo muitas vidas. “O povo está sufocando com temperaturas que beiram os 50 graus centígrados, sem telefone, sem trabalho, com penúria de alimento e de água, doenças e desordens”, referiu.

 
No final de uma visita de três semanas à Grã-Bretanha, o Arcebispo declarou que, mesmo quem defendia a invasão do Iraque pelas forças anglo-americanas, “perdeu a paciência.”
Encontrando-se com os cristãos da Inglaterra, D. Saverius Hawa ressaltou que a tomada de posição da Igreja da Inglaterra e das Igrejas ocidentais em geral, contra a agressão ao Iraque impediu um conflito entre muçulmanos e cristãos iraquianos.

 

Fonte: Agência Ecclesia.

criado por Diác. Celso Kallarrari    21:07:43 — Arquivado em: igreja tradicional, noticias

10/10/09

Maria, fonte de unidade para católicos e ortodoxos

A Igreja Grega Ortodoxa celebra hoje a Festa da Assunção de Maria. Em Jerusalém, cristãos ortodoxos e também católicos saem logo pela manhã em procissão rumo ao Sepulcro da Mãe de Deus. Qual a importância desse evento para os católicos brasileiros e de todo o mundo?

No Brasil é comum falar da divisão existente entre a Igreja Católica com as Comunidades eclesiais ( Protestantes ), o que alguns talvez não saibam é que há no seio do cristianismo uma grande divisão entre Oriente e Ocidente. Uma dessas Igrejas Orientais, com a qual houve divisão, é a Igreja Ortodoxa Grega.

Os chamados Grego-Ortodoxos possuem seu sacerdócio e seus sacramentos válidos, também amam a Virgem Maria e a reconhecem como a Mãe de Deus.

O túmulo de Maria está sob seus cuidados em Jerusalém. Como o calendário litúrgico utilizado por eles,  é diferente do utilizado pelos católicos, hoje celebram a Festa da Assunção de Nossa Senhora.

A festividade mobiliza a maior comunidade cristã da Terra Santa, mas também leva famílias católicas a saírem de suas casas para venerar a Virgem,  no local onde foi levada, de corpo e alma, para o céu.

Nesta manhã de quarta-feira, a Santa Missa celebrada pela comunidade Ortodoxa, reuniu gregos e também pessoas da comunidade local.

Segundo o papa João Paulo II em sua encíclica “Redemptoris Mater”, o povo de Deus caminha rumo à unidade:

“O Espírito suscita em todos os discípulos de Cristo o desejo e a acção em vista de que todos, segundo o modo estabelecido por Cristo, se unam pacificamente num só rebanho e sob um só pastor”.

A caminhada da Igreja, especialmente na nossa época, está marcada pelo sinal do Ecumenismo: os cristãos procuram as vias para reconstituir aquela unidade que Cristo invocava do Pai para os seus discípulos nas vésperas da sua paixão: “para que todos sejam uma coisa só. Assim como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

A unidade dos discípulos de Cristo, portanto, é um sinal influente para suscitar a fé do mundo; ao passo que a sua divisão constitui um escândalo”.

Ele ainda realça o amor pela Mãe de Deus, presente nas diversas Igrejas, como fonte de unidade:

“Desejo realçar, por outro lado, quanto a Igreja católica, a Igreja ortodoxa e as antigas Igrejas orientais se sentem profundamente unidas no amor e louvor à Theotókos. Não só “os dogmas fundamentais da fé cristã acerca da Trindade e do Verbo de Deus, que assumiu a carne da Virgem Maria, foram definidos nos Concílios ecuménicos celebrados no Oriente”, mas também no seu culto litúrgico “os Orientais exaltam com hinos esplêndidos Maria sempre Virgem … e Santíssima Mãe de Deus”.

Enfim, ao redor do Sepulcro de Maria, vemos que a esperança da Unidade entre os cristãos não se trata somente de um sonho e sim de uma realidade que está sendo construída.

Leandro César

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

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5/10/09

PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA

Deu-se início em janeiro deste ano, ao Processo de Aperfeiçoamento na Doutrina Cristã Ortodoxa.  

 

 

Na abertura oficial das comemorações ao ANO JUBILAR do qüinquagésimo aniversário da chegada do arcebispo + Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama ao Brasil; assumimos o desafio, como Igreja Missionária de Evangelização, nos adequar as determinações da Bula Patriarcal n. 128/83.

A Eparquia Ortodoxa de Goiânia – Diocese dos estados de Goiás e Tocantins, através de V. Exª Revmª Dom José Faustino Filho, bispo diocesano e Vice-Presidente da Igreja Missionária do Brasil, dá encaminhamento às decisões estabelecidas no XVI Sínodo Ortodoxo Nacional (XVI SON-08) realizado nos dias 22 a 24 de fevereiro de 2008 em Taguatinga-DF. Foi definida neste Sínodo uma Comissão de Formação do Clero Brasileiro de tradição Pré-Calcedoniana que realizará materiais e/ou subsídios de estudos ao clero brasileiro.

Nesta perspectiva a Igreja local ou Particular (diocese, vem do grego, “Diídisis”) convoca seu presbitério e/ou cristãos de boa vontade a participarem do PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA – PADCO. [...]   

 

 

Portanto, as vocações suscitadas no seio das comunidades ortodoxas de missão são frutos da mesma missão profética alavancada por + Mar Crisóstomo Moussa Matanos Salama. Não podemos perder estas vocações e não temos este direito, embora os afazeres pastorais no sobrecarreguem; pensamos que as diversas vocações representem um dom para a Igreja no Brasil, em especial, para padres e bispos. A base teórica trabalhada nestes centros de formação são as Sagradas Escrituras, a Tradição da Igreja Apostólica, as determinações Patriarcais e as orientações salutares deixadas por + Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama.

O objetivo deste estudo sistemático é tentar sugerir o que pode ou deve significar para a Igreja de Missão no Brasil, ou numa parte dela, as vocações com seu acolhimento, sua formação filosófico-teológica, humana e a colegialidade presbiteral. É interessante e de vital importância para a Igreja de hoje, aqui e alhures. [...] 

Galgamos para o primeiro fascículo intitulado: “Origens dos Seminários, Universidades e do Clero”, um veículo de aprendizagens nos mistérios da Fé Ortodoxa no início do Ano Jubilar [e estamos, no momento, no décimo fascículo].

O presente PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA é o tempo favorável da graça de Deus.

Oxalá! Que Deus nos ouça!

 

Pe Roberto Demétrio da Silva Souza

Coordenador do PADCO

  

 

 

 

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24/9/09

A Igreja de Antioquia

(Paróquia Ortodoxa São Jorge - Aparecida de Goiânia - Pe Cristiano)

A Igreja tem sido o instrumento de Deus para a propagação mundial do evangelho. Tal como Deus formou a Israel e, no Antigo Testamento o constituiu como seu representante, assim formou a Igreja para concluir a tarefa iniciada pelos hebreus. Ela representa o corpo de Cristo – organismo vivo que Deus levantou para realizar os seus propósitos. 

O Espírito Santo foi dado à Igreja e quando o seu poder opera, Jesus faz a sua obra abundante por meio dela. A Igreja primitiva, por conseguinte, estava ciente da visão missionária e universal de Deus. Apesar das perseguições, nossos primeiros irmãos  obedeceram piamente ao “ide” de Jesus. E nós? O que temos realizado?

A ordem dada por Jesus aos discípulos momentos antes de sua ascensão – que fossem suas testemunhas até aos confins da terra – não estava sendo cumprida pelos crentes em Jerusalém. Apesar de contar com milhares de crentes, os quais continuavam vivendo em Jerusalém tendo tudo em comum, a Igreja primitiva ainda não havia tomado consciência de sua missão. Foi então que Deus permitiu abater sobre os discípulos a perseguição que os dispersou para várias regiões. Filipe, por exemplo, foi para Samaria. 

Outros discípulos testemunharam em outras cidades e muitos se converteram, tendo-se iniciado a formação do poderoso núcleo do evangelho que foi a igreja em Antioquia. Quando os apóstolos souberam da existência de discípulos em Antioquia, enviaram para lá Barnabé, incumbido de sondar a legitimidade das conversões. Tendo chegado e visto que de fato Deus concedera sua graça aos gentios, exortou os discípulos a permanecerem no Senhor e partiu em busca de Saulo, que estava, por aquele tempo, em Tarso, para engajá-lo na tarefa de estruturar a nova igreja. Então, os dois juntos se aplicaram intensamente ao ensino. Peça a seus alunos que relacionem três fatos ocorridos como resultado imediato do trabalho de Saulo e Barnabé em Antioquia. Dê-lhes cinco minutos para executarem esta tarefa. Esgotado o tempo estipulado, escreva no quadro de giz os fatos relacionados abaixo e compare-os com os apresentados por seus alunos. 

1) Os discípulos foram despertados para a obra de beneficência (At 11.27-30).
2) Os discípulos foram, pela primeira vez, chamados cristãos (At 11.26).
3) Teve início a obra missionária; os crentes de Antioquia separaram a Paulo e Barnabé, e os enviaram na qualidade de missionários a outras terras.

INTRODUÇÃOEm Antioquia da Síria estava a primeira igreja gentia e a maior igreja missionária depois de Jerusalém. Além dessas duas características, gentia e missionária, Antioquia também teve o privilégio de ter o apóstolo Paulo como seu pastor (v.26), tornando-se a base missionária deste apóstolo. Vejamos como esta etapa tão importante da evangelização mundial começou a se cumprir de acordo com o plano-mestre estabelecido por Nosso  Senhor.

I. A IGREJA EM TERRITÓRIO GENTIO

 

 

 

1. Fugindo das perseguições. As perseguições iniciadas em Jerusalém, depois do martírio de Estêvão, tornaram insuportável a situação dos cristãos naquela cidade. Muitos foram dispersos, não só pela Judéia e Samaria, mas para além da terra de Israel, indo para a Fenícia, Chipre, Antioquia da Síria e Cirene (v.19; 8.1-4). De todas essas regiões, Antioquia sobressaiu-se, tornando-se no mais importante centro missionário do primeiro século. Durante os primeiros séculos do Cristianismo ela esteve entre os cinco maiores centros cristãos da história: Antioquia, Jerusalém, Alexandria, Constantinopla e Roma. 

2. A cidade de Antioquia da Síria. Distava 500 quilômetros de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para missões. Localizava-se na divisa entre os dois mundos culturais da época – o grego e o semita. Não deve ser confundida com a Antioquia da Pisídia (At 13.14). Era a terceira cidade do Império Romano, vindo depois de Roma e Alexandria. Passou a ser a capital da província romana da Síria, em 64 a.C., quando Pompeu a conquistou. 

3. O caráter universal do evangelho. Era cidade de população mista e boa parte desta era de judeus. Josefo afirma que muitos judeus emigraram para a região nos dias dos selêucidas e outros fugiram para lá durante as guerras dos Macabeus. Isso talvez justifique a forte presença judaica, em Antioquia, nesse período da história da Igreja. A chegada do evangelho à cidade representou muito cedo o caráter universal da mensagem cristã. A partir daí o Cristianismo saiu dos círculos judaicos para ser pregado a todos os povos, conforme determinação do Senhor Jesus (Mt 28.19,20; Mc 16.15). 

II. OS FUNDADORES DA IGREJA DE ANTIOQUIA

1. Começou no anonimato. Os fundadores da igreja de Antioquia eram de Chipre e de Cirene: “Os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus” (v.20). Até então o evangelho era pregado só aos judeus (v.19). Talvez a experiência de Pedro na casa de Cornélio tivesse chegado ao conhecimento deles, e começaram a pregar também aos gentios (v.20). O resultado foi extraordinário! Esses gregos creram no Senhor Jesus e o número deles crescia a cada dia (v.21). Nascia a igreja dos gentios. A ordem profética “até aos confins da terra”, de Jesus, caminhava rapidamente para o seu cumprimento (At 1.8). 

2. Barnabé e Lúcio. As notícias foram recebidas com alegria pela igreja de Jerusalém. Curioso é que Barnabé era de Chipre (At 4.36) e Lúcio, um dos doutores da igreja de Antioquia, era de Cirene (At 13.1). Será que a iniciativa de se pregar aos gentios partiu deles? Quem seriam pois esses missionários? Muitos de nossos pioneiros ficaram no anonimato. Há grandes trabalhos que foram iniciados por pessoas anônimas, mas Deus conhece cada uma delas. Tais pessoas terão o seu galardão, e serão conhecidas e reconhecidas por toda a eternidade. 

III. ESTRUTURANDO UMA IGREJA EM CRESCIMENTO

 

1. Enviado para ensinar. Barnabé foi enviado pela igreja de Jerusalém para ensinar aos gentios de Antioquia (v.26). Entendeu muito cedo o caráter universal do evangelho de Jesus. Ele e Saulo foram os primeiros pastores de Antioquia, e no exercício de seu ministério ultrapassaram as barreiras culturais. O Cristianismo é transcultural; a igreja de Jerusalém enviou o homem certo para Antioquia. Por ser cipriota, talvez tivesse mais jeito de lidar com os gentios (v.22). Esse é um exemplo de missionário enviado para ensinar numa igreja já constituída. 

2. O convite feito a Saulo. Barnabé foi o primeiro que entendeu a nova realidade. Vendo que os costumes dos gentios eram muito diferentes das tradições judaicas e que aqueles irmãos estavam alegres e eram fervorosos no espírito, mas provenientes de outra cultura, lembrou-se de Saulo, pois sabia que o Senhor Jesus o havia chamado para pregar e ensinar aos gentios. Saulo era de Tarso, grande centro cultural da época, e conhecia a cultura grega. Ninguém melhor do que Saulo para ensinar a esses novos crentes de costumes estranhos. Barnabé não hesitou em  buscá-lo em Tarso para essa nobre tarefa (v.25). Antioquia conquistou essa importância na história do Cristianismo graças a estrutura bem organizada por Barnabé e Saulo.

IV. O QUE SIGNIFICA O NOME “CRISTÃO”?

1. A palavra “cristão” ocorre somente três vezes no Novo Testamento (11.26; 26.28; 1 Pe 4.6). Originalmente designava um servo e seguidor de Cristo. Hoje tornou-se um termo geral, destituído do seu significado primitivo. A nós, este termo deve sugerir o nome do nosso Redentor (Rm 3.24), a idéia do profundo relacionamento do crente com Cristo (Rm 8.38,39), o pensamento de que o recebemos como nosso  Senhor (Rm 5.1), e a causa da nossa salvação (Hb 5.9).

CONCLUSÃO

O texto de Atos 11.19-26 relata, ainda que de maneira resumida, um dos maiores acontecimentos da história da Igreja. Vemos aqui, em síntese, os passos para a universalização do evangelho: Filipe prega em Samaria (At 8.5). Como os samaritanos eram meio judeus, não foi aí que nasceu a igreja dos gentios. Depois Pedro prega na casa de Cornélio, que era gentio, mas como estava afeito à cultura judaica (At 10.1,2) também não há notícias de uma igreja gentia proveniente de sua casa. Finalmente, temos em Antioquia o princípio da sustentação missionária ao mundo gentílico. Sua igreja pode ser considerada uma base missionária? Há muitos Barnabés e Saulos esperando para serem comissionados até aos confins da terra.

  

 Por Esequias Soares 

 

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12/9/09

A natureza Divino-humana de Cristo

Na economia da salvação, o Pai torna-se acessível ao homem no Filho, pois toda a plenitude do Pai habita no Filho (Cl 1, 19; 2, 9) e é expressa por meio do Filho (Jo 1, 18). Dessa forma, o Deus incompreensível e inascessível é agora expresso e acessível em Cristo, o Logos de Deus (Jo 1, 1), uma vez que o Filho e o Pai são um (Jo 10, 30), e o Filho é também chamado de Pai (Is 9, 6).

O Pai quis combinar Sua divindade com a humanidade no Filho por meio da encarnação dEste. Com isso, não queremos dizer que a natureza humana foi “dissolvida como uma gota de mel no mar”, anulando praticamente a natureza humana. Pelo contrário, a divindade de Cristo pode ser comparada a um lenço branco que, imerso em tinta azul, representa a natureza divina de Cristo imersa na natureza humana. O lenço branco tornou-se para sempre azul. Da mesma forma que o azul foi adicionado ao lenço branco, a natureza humana de Cristo foi adicionada totalmente à divina, e as duas naturezas, antes separadas, agora se tornam apenas “uma, ímpar, indivisível, uma só essência, uma, inseparável”.

Na verdade, Jesus uniu na sua pessoa as duas naturezas perfeitas. É esta a compreensão desde o Concílio de Éfeso. A sua encarnação se deu pelo fato de sua natureza humana ter sido “assumida” pela natureza divina. Dessa forma, tudo o que Jesus faz é Deus quem faz. E tudo o que fazemos a Ele, fazemos a Deus. Isso significa dizer que, em Cristo, não há somente Deus (natureza divina), mas também o homem (natureza humana). Essas duas naturezas são tão unidas que deriva uma coisa só, uma “substância que não é comum, mas singular, tem uma só natureza e uma só pessoa”. Daí, podemos dizer que a natureza de Cristo é uma só, combinando o divino e o humano, sem, contudo, deixar de ser Deus e homem. A diferença se deu nas terminologias usadas para explicar o fenômeno da união da divindade e humanidade de Cristo.

Na verdade, nunca houve a negação da natureza humana e muito menos da divina de Cristo. Nos últimos anos, pudemos constatar que a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia, assim como as demais Igrejas Ortodoxas Orientais, consideram que aquele cisma aconteceu por conta de problemas de ordem lingüística e de interpretação cultural, e não de ordem teológica, pois estas Igrejas reconheceram, no seu percurso histórico, tanto a humanidade como a divindade de Jesus.

Conforme se evidenciou, neste texto, os grupos das Igrejas Ortodoxas Orientais (Copta, Armênia, Siríaca, Malankara, Etíope e Eritréia) são chamadas de “ritos não-calcedônicos” e, ocasionalmente, de “monofisitas”, referindo-se a “única natureza” de Cristo. “Errônea” e “comumente” essas Igrejas são chamadas ainda no ocidente de “Igrejas Monofisistas”, mas, na realidade, são auto-denominadas de “miafisitas”, do gr. mónos (única) + phýsis (natureza). Todavia, essas Igrejas, a exemplo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, se descrevem como “miafisitas”, isto é, “única natureza unida” de Cristo. Esse termo difere-se, portanto, do “monofisismo histórico” do século V, elaborado por Eutiques. No “monofisismo” de Eutiques, o ensinamento é de que a natureza divina absorveu a natureza humana de Cristo, enquanto que na doutrina do “miafisismo” (ou miofisismo), em Jesus Cristo só há uma natureza (divina e humana em conjunto). Nesse sentido, a natureza de Cristo é única, fruto da união entre o humano e o divino. Se Cristo é uma pessoa da Trindade, ele deve ser necessariamente de uma natureza, uma vez que, na compreensão das Igrejas Ortodoxas Orientais, duas naturezas constituem duas pessoas.

Este Jesus, homem-Deus, viveu na terra por trinta e três anos, experimentando as coisas comuns e habituais, tais como cansaço, fome, sede, choro, perseguições, sofrimentos e morte. Reconhecemos, pois, não só a divindade de Cristo, mas também sua humanidade. Em termos de exemplificação, na liturgia da Igreja Sírian Ortodoxa, o sacerdote pronuncia um Cristo Divino e Humano, isto é, o Verbo de Deus que sofre e que é glorificado: É fato comprovado, certo e confirmado: sobre o madeiro da cruz, ei-lo crucificado. O Verbo Deus sofreu em sua própria carne. Ele todo padeceu. Ele foi imolado. Sua alma se separou de seu corpo divinal. A sua Divindade permaneceu integral. Ela nunca se rompeu do corpo ou da alma. Encarnação é isto: união e não ilusão. Seu peito foi rasgado pela lança do soldado. Sangue e água jorraram para vida eterna. Pelo pecado do réu, o Verbo Deus morreu. E se Deus não morreu [morresse], o morto seria eu. Sua alma se uniu a seu corpo de novo, unindo-nos a Deus pela graça do perdão. E ao terceiro dia, Ele já ressuscitou, glorioso, vitorioso, a morte já acabou. Emanuel é uno, ímpar, indivisível, uma só essência, uma, inseparável. Cremos que este corpo é deste mesmo sangue, e este mesmo sangue é deste mesmo corpo.” (SANTA, s/d, s/p).

Em síntese, ao se auto-avaliar, as Igrejas Ortodoxas Orientais, de modo especial, a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia, acreditam em realizar grande esforço para promover a discussão e o diálogo dos itens atinentes à fé e dogma entre os membros das Igrejas, além do importante papel que os Encontros Ecumênicos, as Comissões Teológicas e os acordos comuns de fé têm promovido na vida das Igrejas do Oriente Médio.

Em relação à Igreja Sírian Ortodoxa, ela “Nunca caiu em heresias ou cisma. [...] Foi um dos seus (IGNÁTIUS TEÓFORO = “Inácio Portador de Deus”) que usou pela primeira vez, o termo de IGREJA CATÓLICA, o nome que lhe é negado. Ela foi sempre ORTODOXA, junto as suas igrejas irmãs, mas a ortodoxia é dada hoje a outrem, pelo menos em dicionários. Sempre excomungou EUTIQUES e sua heresia, mas muitos ainda insistem em alcunhá-la eutiquiana, monofisita ou jacobita. Nunca se separou de ninguém, senão dos desvios, pois nunca se sujeitou a nenhuma outra Igreja. E mesmo assim, é denominada cismática. Esta é a minha Igreja, a Igreja de minha aldeola” (SALAMA, apud SOUZA, 2009, p.6).

Diferentemente do universo ocidental, o oriente sempre privilegiou a experiência da religião, de modo especial, a experiência ascética e mística, enquanto que no Ocidente prevaleceu a uma visão jurídica do pecado, entendido como culpa. Desse modo, houve divergências em relação à moral da transgressão e da culpa, pois, no catolicismo, “a cruz se torna o coração da fé católica”, uma espécie de resgate das culpas pessoais, enquanto que, na ortodoxia, a ênfase é dada à “ressurreição” como vitória da vida sobre a morte e o pecado.

 

por Celso Kallarrari

 

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5/9/09

Paróquia São Miguel Arcanjo

Convidamos toda comunidade do setor Garavelo e setores adjacentes para participar da festa em honra e louvor à VIRGEM MÃE DE DEUS DO CAMINHO e SÃO MIGUEL ARCANJO.

De 25 a 27 de setembro de 2009.

Dia 25, sexta-feira, às 19:30h.

Dia 26, sábado, às 19:00h.

Dia 27, domingo, às 09:00h – Ordenação

DIACONAL e SACERDOTAL.

Às 10:30h – Batizados.

Às 19:00h – Missa de encerramento.

Venham, participem deste gesto de Paz, Amor e Comunhão com Deus.

Comissão Organizadora, setembro/2009.

 

 

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2/9/09

Apresentação dos bispos Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho

Apresentação dos bispos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil pelo Mons. Antonio NakKoud, delegado patriarcal da Igreja Missionária do Brasil. Homs, maio de 2009.

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