29/10/09
Comissão ortodoxa-católica analisa papel do bispo de Roma
PAFOS (CHIPRE), sexta-feira, 23 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- A reunião realizada de 16 a 23 de outubro da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto, em Pafos, Chipre, avançou na reflexão comum sobre o tema decisivo para voltar a encontrar a unidade: o papel do bispo de Roma.
Um comunicado conjunto enviado pelos organizadores após a reunião confirma que neste encontro se avançou na redação de um documento conjunto sobre o tema “O papel do bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milênio”.
O documento se baseia em um projeto preparado por um Comitê ortodoxo-católico, que se reuniu na ilha de Creta, na Grécia, no ano passado.
“Durante esta reunião plenária, a Comissão analisou com muita atenção o projeto do Comitê misto de coordenação, e decidiu completar seu trabalho sobre o texto no próximo ano, convocando uma nova reunião da Comissão Mista”, assinala a nota. Este documento responde ao pedido que lançou João Paulo II em sua encíclica “Ut unum sint” sobre o “compromisso ecumênico” (25 de maio de 1995), na qual propunha “encontrar uma forma de exercício do primado que, sem renunciar de nenhum modo ao essencial de sua missão, abra-se a uma situação nova” (n. 95).
Isto é possível, acrescentava, pois “durante um milênio os cristãos estiveram unidos pela comunhão fraterna de fé e vida sacramental, sendo a Sede Romana, com o consentimento comum, a que moderava quando surgiam dissensões entre elas em matéria de fé ou de disciplina”, recordava.
O próprio Papa Karol Wojtyla convidou a buscar, “juntos, as formas com as quais este ministério possa realizar um serviço de fé e de amor reconhecido por uns e outros”.
Na reunião de Pafos participaram 20 membros católicos e estiveram representadas todas as Igrejas ortodoxas, com a exceção do Patriarcado da Bulgária.
A Comissão trabalha sob a guia de dois copresidentes: em representação católica, o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos; em representação ortodoxa, o metropolita de Pérgamo, Ioannis Zizioulas.
No sábado, 17 de outubro, os copresidentes e outros participantes, entre os quais se encontrava o cardeal argentino Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, foram recebidos no palácio presidencial pelo presidente do Chipre, Dimitris Christofias, que expressou sua esperança neste “importante diálogo para um mundo ainda dividido, como acontece ao próprio Chipre, e expressou seus melhores desejos para o progresso na comunhão entre as duas Igrejas no futuro”.
“Todos os membros ortodoxos da Comissão reafirmam que o diálogo continua com a decisão de todas as Igrejas ortodoxas e avança com fidelidade à Verdade e à Tradição da Igreja”. Segundo o porta-voz da polícia, o comissário superior Miguel Katsunotós, os prisioneiros ocuparam a capela de São Jorge, que se encontra na sede de Pafos, na qual aconteceram as sessões de trabalho da Comissão ortodoxa-católica, propriedade da prefeitura de Pafos.
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Por sua parte, os representantes católicos, informa o comunicado, consideraram o projeto sobre o primado do bispo de Roma “como uma boa base para nosso trabalho e confirmaram a intenção de continuar o diálogo com confiança mútua, em obediência à vontade do Senhor”.
A Comissão mista, instituída pelo Papa João Paulo II e o patriarca ecumênico Demétrio I, em 30 de novembro de 1979, em Istambul, na festa de Santo André (Patrono da Igreja de Constantinopla), começou seu caminho em 1980 e reiniciou seu trabalho em 2006, após um parênteses de seis anos, devido a divergências.
Por Jesús Colina
Fonte: Zenit
criado por Diác. Celso Kallarrari
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Apresentação dos bispos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil pelo Mons. Antonio NakKoud, delegado patriarcal da Igreja Missionária do Brasil. Homs, maio de 2009.
