Fé Ortodoxa - Una, Santa, Católica e Apostólica

[Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil] Diocese dos estados de Goiás e Tocantins.

30/11/08

Presidente da CNBB participa da Assembléia CONIC

Presidente da CNBB participa de assembléia do CONIC

CNBB

O presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, participa da 12ª Assembléia Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), que começa hoje, 13, em Luziânia (GO). Um dos pontos altos do encontro será a assinatura do termo de adesão de mais duas Igrejas ao Conselho. "A assembléia vai ampliar a adesão das Igrejas com a agregação no CONIC das Igrejas Ortodoxas Antioquina e Grega", explica o assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, padre Marcial Maçaneiro.

Com a adesão destas duas Igrejas, sobe para oito o número de Igrejas-membro do CONIC . Já fazem parte da Instituição a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), Igreja Cristã Reformada (ICR), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISSO) e Igreja Presbiteriana Unida (IPU).

Uma das metas do CONIC, segundo padre Marcial, é consolidar sua presença e ação do CONIC na sociedade. "Para garantir mais agilidade e eficácia a seus projetos do CONIC, a assembléia fará uma revisão do Estatuto da Instituição", esclarece o assessor.

Com o tema "Água, fonte de vida e de paz", a assembléia será aberta pelo presidente do CONIC, pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). O encerramento será no sábado, 15.

Fonte: Canção Nova

criado por Diác. Celso Kallarrari    11:18:28 — Arquivado em: ecumenismo

Ingresso Igrejas Ortodoxas no Conic é histórico

Sábado, 15 de novembro de 2008, 12h25
CNBB

O presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor sinodal Carlos Augusto Möller, classificou de "histórico" o ingresso da Igreja Greco-Ortodoxa de Antioquia e da Igreja Ortodoxa Grega (Patriarcado de Constantinopla) como Igrejas-membro do Conic. O ato de adesão aconteceu durante a 13ª Assembléia que o Conselho realiza, desde o dia 13, em Luziânia (GO).

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"O ingresso de duas Igrejas Ortodoxas é histórico e altamente significativo porque elas se juntam a nós e querem conosco dialogar, caminhar no ecumenismo e dar testemunho do que vivemos no Brasil", disse Möller. Segundo o presidente, a função do movimento ecumênico, no Brasil e no mundo, passa por uma fase de reflexão "muito crítica". Por esta razão, a adesão das duas Igrejas assume um caráter significativo.

"O ingresso das duas igrejas fortalece o Conic e reitera o mandato de sermos um Conselho que reúne as Igrejas para a convivência ecumênica. Além disso, anima as Igrejas para seu testemunho no país. A sociedade brasileira clama por um testemunho claro das Igrejas", afirmou o presidente. O Conic, agora, passa a ter oito Igrejas-membro.

A Assembléia

Membros das Igrejas que participam do Conic discutem, em sua 13ª assembléia, o tema "Água, fonte de paz e vida". Segundo o pastor Möuller, a água tem despertado a atenção e o interesse das pessoas. "Para nos cristãos é símbolo do batismo que nos torna novas criaturas". A preocupação das Igrejas, no entanto, é com o interesse econômico que a água tem despertado em muitos grupos.

"A água tem se tornado objeto de interesse porque há uma crescente tendência de sua comercialização e boa parte da população não tem acesso à água, que é um bem indispensável", observou o pastor.

O Conic, juntamente com a CNBB, é signatário de uma declaração ecumênica que afirma ser a água um "bem público e direito humano". "Ao tematizar ‘Água, fonte de vida e paz’, o Conic coloca o significado bíblico e uma dimensão profética da água, no sentido de defendê-la como uma riqueza, falando contra empresas e grupo de pessoas que querem comercializá-la", sublinhou o presidente do Conic.

O 3º vice-presidente do Conselho das Igrejas, reverendo Gerson Antônio Urban, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), classificou a assembléia de histórica "pelo acolhimento de duas famílias da Igreja ortodoxa antioquina e grega". Para ele, outro ponto de destaque da assembléia é a revisão estatutária que aprovou, entre outras mudanças, a criação do Conselho Curador, formado pelos líderes nacionais das Igrejas-membro do Conic. "O Conselho Curador vem para ajudar a direção do Conic e melhorar o andamento de seus programas", disse.

CF-2010

Um dos últimos pontos de pauta da assembléia, que termina na tarde deste sábado, trata da Campanha da Fraternidade de 2010, assumida pelo Conic. Realizada ecumenicamente, a Campanha terá como tema "Economia e Vida" e o lema " Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24c). "Reconhecemos com profundo respeito e gratidão a decisão da assembléia da CNBB em convidar o Conic para mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica", disse o pastor Carlos Möuller. Segundo informou, uma comissão composta por representantes de todas as Igrejas-membro do Conic já está preparando diversos materiais da Campanha. "Até metade do ano que vem todo o material deve estar pronto", disse

 
Fonte: Canção Nova

criado por Diác. Celso Kallarrari    11:15:19 — Arquivado em: ecumenismo

29/11/08

Cardel Kasper, otimista no diálogo com ortodoxos

Sobre o papel do bispo de Roma

NICÓSIA, terça-feira, 18 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, expressou nesta terça-feira sua confiança no bom andamento das relações entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas.

Em declarações à Rádio Vaticano por ocasião do encerramento do 22º Encontro Inter-religioso que aconteceu na capital do Chipre, sediado pela Igreja Ortodoxa local, o purpurado assegurou que «atualmente estamos num bom caminho com as Igrejas Ortodoxas», em referência aos recentes encontros tidos entre delegações de ambas as confissões cristãs.

«Agora estamos falando sobre o papel do bispo de Roma no primeiro milênio da Igreja universal; portanto, falamos do primado de Roma, e há uma boa aproximação, ainda que não um consenso pleno. De qualquer forma, é um passo importante», explicou.

O cardeal Kasper se mostrou convencido de que «o Espírito Santo está por trás deste movimento ecumênico e nos impulsiona a continuar apesar das dificuldades, que por outro lado são normais na vida do homem».

Para o purpurado, nesta aproximação está tendo um papel muito importante a «amizade pessoal» que se está desenvolvendo entre os bispos católicos e ortodoxos, ainda que advertiu que esta relação deve envolver também os fiéis leigos.

«O Patriarca Ecumênico [Bartolomeu I] esteve três vezes em Roma, algo que nunca havia acontecido na história – destacou. As coisas vão adiante, ainda que seja necessário muito tempo.»

O cardeal explicou também que estes países procedem em grande medida do outro lado da Cortina de Ferro, e sua recente incorporação à União Européia pode favorecer enormemente esta aproximação.

«No passado a política nos dividiu, mas agora nos impulsiona a unir-nos, católicos e ortodoxos, diante dos mesmos desafios», concluiu.

Fonte: Zenit

criado por Diác. Celso Kallarrari    18:01:27 — Arquivado em: ecumenismo

27/11/08

Rumo à unidade: Aram I e Bento XVI em Roma

Papa espera que visita de Aram I a Roma seja «passo a mais» rumo à unidade

O Catholicos da Cilícia dos Armênios participou da audiência geral

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI dirigiu uma cordial saudação em inglês a Sua Santidade Aram I, patriarca (Catholicos, como é conhecido) da Cilícia dos Armênios, durante a audiência geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI.
O Papa desejou que sua visita fosse «um passo a mais» rumo à unidade entre a Igreja Católica e a Igreja Apostólica Armênia.

Aram I, que se encontra nestes dias em Roma em peregrinação aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, esteve presente junto com seu séqüito no encontro d o Papa com milhares de peregrinos, sentado à direita da sede papal.

Ao final da audiência, o Catholicos e o Papa, que já haviam tido uma reunião ecumênica e de oração nesta segunda-feira no Palácio Apostólico vaticano, trocaram uma cordial saudação.

O Papa se dirigiu em inglês a Aram I e lhe assegurou que sua visita «significa uma ocasião significativa para reforçar os laços de unidade que já existem entre nós, que caminhamos rumo à comunhão plena».

Esta unidade é, ao mesmo tempo, acrescentou o Papa, «tanto o objetivo fixado para todos os seguidores de Cristo, como um dom que é preciso implorar diariamente ao Senhor».

Bento XVI pediu aos presentes que rezassem para que se alcance logo «a plenitude dessa unidade que todos desejamos».

Neste sentido, expressou ao Catholicos sua gratidão pelo papel desempenhado por este no diálogo ecumênico, «especialmente na Comissão Conjunta Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Orientais Ortodoxas, e no Conselho Mundial das Igrejas».

Também fez alusão a Gregório o Iluminador, santo fundador da Igreja Armênia, cuja estátua é uma das que enfeitam a fachada da Basílica de São Pedro.

A presença desta estátua em Roma, afirmou o Papa, «evoca os sofrimentos que teve de suportar para levar o povo armênio ao cristianismo, mas também recorda os muitos mártires e confessores da fé cujo testemunho trouxe ricos frutos à história de seu povo».

A Igreja Apostólica Armênia é a primeira Igreja nacional da história. Separou-se do ramo principal do cristianismo em 451, ao rejeitar as decisões do Concílio de Calcedônia.

No mundo há mais de cinco milhões de cristãos armênios. O patriarcado (catolicado) da Cilícia, com sede em Antelias (Líbano) é a única jurisdição da Igreja Apostólica Armênia que não está sob a jurisdição temporal do patriarca supremo de Etchmiadzin (na Armênia), ainda que espiritualmente sim.

Fonte: Zenit

criado por Diác. Celso Kallarrari    00:40:29 — Arquivado em: ecumenismo

26/11/08

Jesus, o verdadeiro testemunho do Pai [Jo 5,30-47]

 

Vivemos num mundo onde algumas virtudes, a exemplo da honestidade, justiça e verdade, conseqüências da fé cristã, são prerrogativas distantes da realidade de vida de muita gente. Não obstante, parece que nossa geração desaprendeu ou tornou motivo de não-esperteza o cultivo de alguns valores essenciais no nosso convívio com o outro, isto é, em sociedade.
No evangelho de hoje, os mesmos quem averiguaram saber acerca do ministério de João Batista, perseguem Jesus a fim de encontrar nEle contradição em suas palavras e, conseqüentemente, poder condená-lo.
Algumas curas miraculosas precedem esse encontro. São os milagres realizados por Jesus quem chamam a atenção da religião oficial dos judeus à época, principalmente aquelas realizadas no dia de sábado. “Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus” (Jô 5, 18).
Esses judeus querem saber sobre a veracidade desses fatos e quem realmente é esse Jesus cuja fama, por causa dos milagres, já fora divulgada por toda a Judéia. Para eles, só Deus, de fato, poderia realizar milagres e Jesus não passava de um enganador ou charlatão. Para muitos judeus, até o presente momento, o Messias deveria vir em honra e glória e não se assemelhava ao Jesus dos evangelhos. Nessa perspectiva, muito ainda hoje esperam a sua primeira vinda, o que vai, naturalmente, ocorrer na segunda vinda de Cristo, na parusia.
O evangelho de hoje, mostra-nos Jesus preocupado em realizar a obra de Deus e, para aquele que coloca Deus acima de todas as pretensões humanas, não procurava agradar a homens, mas “àquele que me enviou” (Jô, 5, 30b). Em outras palavras, a preocupação de Jesus era, única e exclusivamente, com o Reino de Deus e não com as conveniências humanas: “Eu não aceito glória dos homens, mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus” (Jo 5, 41).
Jesus dirige-se a eles (judeus) mostrando que as escrituras dão testemunho, elas são o testemunho visível a seu respeito, pois elas são, certamente, dignas de crédito. Na verdade, se os judeus afirmam tanto que acreditam nas escrituras por que não acreditam em Jesus e suas obras às quais a própria palavra de Deus já mencionavam a seu respeito? Isso não seriam uma contradição? Jesus toca-lhes as feridas. Crer nas escrituras ou desacreditá-las, ou simplesmente fazer delas interpretações convenientes ao seu bel prazer denota que todo julgamento não partirá necessariamente de Jesus, enquanto Filho de Deus, mas do próprio Moisés e outros profetas, como se acredita no judaísmo, autores inspirados por Deus.
Em outras palavras, se vocês são capazes de acreditar em Moisés e em suas palavras, elas dão testemunho de mim, então não acreditam em mim, não acreditam, verdadeiramente, nas escrituras: “não crêem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?”.
Jesus cita também João Batista, último dos profetas e o mais recente e conhecido por todos os judeus da época. João também deu testemunho de Jesus, mas, conforme Jesus, há um testemunho maior que o de João e do que o de Moisés: o testemunho do Pai. É, pois, Ele quem deu a missão a Jesus e essa missão (suas obras: milagres, etc) dão testemunho a seu respeito.
Há, finalmente, um condição para adquirir a vida, o reino, à glória eterna: crer em Jesus. Se somos como muitos judeus que apenas cremos que existiu um Jesus histórico, mas que, infelizmente, não é o nosso Salvador, já estamos condenados. Evidentemente, não é Jesus quem nos condena, somos nós mesmos quem nos condenamos porque desmerecemos e não acreditamos no Filho único de Deus que, vindo ao mundo, ilumina todos na luz do Pai eterno. Se quisermos continuarmos nas trevas, da falta de perdão, de amor e, por conseguinte, trocar a vida, verdadeira luz, que Jesus nos oferece no evangelho de hoje por uma vida envolvida na mentira, desonestidade e injustiças, já estamos condenados porque as próprias trevas nos escondem da luz que emana do coração misericordioso de Jesus. É preciso “ir até Jesus para ter a vida” (Cf. Jo 5, 40). Reflita sobre isso!

Autor: Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    23:11:42 — Arquivado em: espiritualidade

A chuva

A chuva chuvisca-me
E vira um rio em mim
E vira um mar em mim
E eles se encontram nas profundezas
Águas doces e águas salgadas
Se confundem nas profunduras.

A chuva estala
Estala em descompassos
Na calçada quente da capital
E todos abrimos os braços
Mas ela molha o milharal
De um jeito diferente
De um jeito desigual

Aqui, a chuva estala,
Querendo dizer algo pra gente
Lá, onde o verde tem mais vida
Onde os pássaros ainda são pássaros
Ela, delicadamente, vai molhando,
E, aos poucos, deslizando mansamente,
No que ainda resta da beleza.

Autor: Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    23:07:48 — Arquivado em: meus poemas

21/11/08

Maria, Mãe da Igreja

Maria, mãe da Igreja
Acabamos de ver Maria de pé junto a cruz de Jesus.
Numa estreita ligação com o estudo precedente, contemplaremos agora: Maria, Mãe da Igreja. É a maternidade Espiritual de Maria.
Em meio a dores terríveis, muito maiores que as dores do parto, a Mãe de Jesus, “de pé, junto a cruz”, assistida por extraordinária força do Espírito Santo, imola com o Pai o Filho Único, para a Redenção de toda a humanidade.
O evangelista João, testemunha ocular do fato, narra o episódio enternecedor de Jesus, - embora no ambiente mais adverso e nas circunstâncias mais dolorosa cruel – atento à Virgem Mãe, Senhora das Dores, Rainha dos Mártires.
“Vendo sua Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus a sua Mãe: “Mãe, eis aí o teu Filho”.
José, o esposo de Maria, já tinha entregue a Deus seu espírito nos braços de Jesus e Maria.
Agora, Jesus, prestes também a entregar ao Pai o seu espírito e ser recebido nos braços da Mãe Santíssima, a Senhora das Dores, quer antes resolver a situação de Maria.
Maria não ficará só!
Viúva e sem outro Filho senão Jesus, como vimos no estudo 09, a Virgem Mãe de Nazaré recebe na pessoa do apóstolo João, um filho espiritual: “Mãe, eis aí teu Filho!”.
Há no testamento de Jesus, primeiro, um sentido literal importante: Maria sua querida Mãe, não ficará desamparada. Maria sem outros filhos que, pela lei natural estariam obrigados a cuidar dela, Jesus lhe dá um filho espiritual, com quem poderá morar dentro da maior segurança e proteção, pois, João, “o discípulo a quem amava” mais, era a pessoa de sua confiança.
Mas, além desse sentido literal, a Tradição interpreta a palavra de Jesus também num sentido mais amplo.
Na pessoa do “discípulo amado” estamos representados todos nós, toda a humanidade como Jesus dissesse: “Mãe, Mãe de tantas dores, Mãe com a alma transpassada pela espada” de tão grandes sofrimentos, Mãe vinculada indissoluvelmente à Redenção da Humanidade, Mãe co-redentora de todos os homens, “eis aí teu filho” espiritual e, na pessoa dele, todos os filhos espirituais de todo mundo habitado, que “te proclamarão bem-aventurada de geração em geração”.
Em algumas traduções da Bíblia ao invés de “Mãe, eis aí teu filho”, encontramos: “ Mulher, eis aí teu filho”.
Jesus poderia ter dito: “Minha Mãe” – palavra tão mais suave e carinhosa -, preferiu dizer: “Mãe, como se dissesse: de agora em diante, não serás apenas minha mãe, mas também Mãe espiritual de todos os homens, especialmente daqueles que hão de crer em mim, como um Dimas.
Jesus amplia, assim, a Maternidade de Maria, dando-lhe uma nova dimensão, a dimensão espiritual, a Maternidade Espiritual: “Eis aí teu filho!”.
Maria, em meio a dores superiores às do parto, gera tantos filhos quantos são todos aqueles que crêem no seu Divino Filho.
Maria, com sua Maternidade Espiritual, “a Mãe de Deus, a Mãe de Cristo”, torna-se, “na economia da graça”, Mãe da Igreja, Mãe de cada cristão, Mãe de toda a humanidade, chamada a se tornar membro do Corpo Místico de Cristo do qual ele é a Cabeça.
Por isso, depois disse Jesus ao discípulo amado: “Eis aí tua Mãe!”.
Maria mesma continuará repetindo a todos nós, servos de Cristo, o que disse aos servidores de Caná: “Fazei tudo o que ele vos ordenar!” (Jo 2, 5).

Autor: Dom José Faustino Filho - Bispo Diocesano dos Estados de Goiás e Tocantins

criado por Diác. Celso Kallarrari    15:39:21 — Arquivado em: mariologia

Domine, quid me vis facere?

(À Dom José Faustino Filho)

Senhor, que queres de mim?
Se tua graça me basta
Se o que quer que eu faça
Ainda é pouco, Senhor?

Senhor, se eu amo a tua beleza
É porque, na Tua humildade, revela-Te a mim
Sou Teu peregrino num caminho sem fim
Quando Tu Te assentas em minha profundeza.

Que Tua luz cegue-me os olhos da mente
E que se cale tudo, e eu me abandone
E, mesmo no meu sono, mi domine,
Tua doçura e candura sejam-me paciente.

Se Tudo suporto é por causa de Tua cruz
Não, eu não tenho nenhum Ananias
Um arcanjo sequer, nem mesmo Azarias
Para responder-me, meu amado Jesus.

Mas me chamaste para ensinar o ofício
E conduzir como pastor teus cordeiros
E vestir-me entre luz e sombras do cilício
Fizeste-me Pai, sob Tuas mãos, aos herdeiros.

Senhor, que queres que eu veja
Em minha fraqueza humana
Que do Teu peito em nós emana
O Teu Espírito, sinal dos tempos, à tua Igreja.

E entre os homens, sobre os bons e maus
Que eu saiba amar como amastes os teus
Que eu singre o mar bravio com Tua nau
E me aporte seguro, no porto dos céus.

NOTA: A Igreja Siriana de Missão agradece muito a Dom José Faustino Filho, por sua vocação de Pai amoroso, de coração sensível às mais diversas contrariedades que a Missão Siriana Ortodoxa enfrentou no Brasil durante esses seus vinte e cinco anos de existência. A sua resistência às contrariedades e insistência na sua vocação missionária fizeram da Missão para os brasileiros, sonho de Mar Crisóstomos Moussa Salamas, a maior Missão Ortodoxa já realizada no Brasil. Em outras palavras, a Igreja Siriana de Missão é hoje uma expressão significativa em vários estados brasileiros, fruto do trabalho, das orações e do impulsionar e fazer crescer a Igreja de Deus no Brasil de homens como Dom José Faustino Filho e Dom Leolino Gomes Neto.

Autor: Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    15:36:38 — Arquivado em: meus poemas

Uma nova teologia para novos tempos

Acredito que a Teologia precisa, nos tempos emergentes que vivemos, despertar em nós um novo conhecimento de Deus. Não meramente o conhecimento vinculado aos dogmas e doutrinas da NOSSA instituição religiosa. É, pois, preciso amadurecer um Deus capaz de transpor todas as barreiras denominacionais que nós próprios criamos e, consequentemente, fazem com que desaproximemos do outro ou o enxergamos (por conta da SUA crença religiosa cristã ser divergente da NOSSA) apenas como o Outro, isto é, o diferente, ou até mesmo o não agraciado, pois não comunga comigo da minha crença, religião, denominação.
É mister que essa discussão, proporcionada por uma nova teologia livre das amarras denominacionais, abra, portanto, nossos olhos para enxergar além das fronteiras visíveis da NOSSA RELIGIÃO, as semelhanças e pontos em comum que temos com o OUTRO, O DIFERENTE, a fim de fazer um mundo mais humano e, por isso, mais cristão. A briga defensiva de NOSSA crença como a única possibilidade de salvação não leva para lugar nenhum. Muito pelo contrário, acaba fazendo com que o Cristo diminua no nosso meio, pois, dessa forma, não somos testemunhas do amor, da tolerância, da solidariedade, da amabilidade, do respeito que só irá vingar no desempenho árduo da educação religiosa.
Essa briga em busca da detenção da verdade é tão antiga. Lembremos dos Judeus e Samaritanos nos evangelhos. Em Marcos, por exemplo, Jesus é questionado por João porque os discípulos souberam que havia outro (que não pertencia ao grupo) evangelizando, curando em nome do Cristo. “(…) Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos” (Mc 9, 38). Os discípulos foram, logo em seguida, repreendidos porque, segundo Jesus: “Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim” (Mc 9, 39).
Talvez precisamos vasculhar alguns trechos bíblicos que, muitas vezes, nunca foram convenientes às NOSSAS confissões religiosas para redescobrir um outro Cristo ou, quiçá, uma interpretação diferente do evangelho que estamos acostumados a interpretar, onde Cristo, definitivamente, seja o ponto convergente para um verdadeira oração ecumênica livre de tantos proselitismos.


Autor: Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    15:31:00 — Arquivado em: teologia

Divina Liturgia Ortodoxa com Católicos Romanos


18/11/2008 (H2ONews) - Pela primeira vez este domingo na ilha de Chipre, seis cardeais e treze bispos católicos participaram na divina liturgia ortodoxa na Igreja de Santa Sofia de Strovolos (Nicósia), que antecipou em algumas horas a abertura da vigésima segunda edição do encontro de representantes religiosos convocado pela comunidade de Santo Egídio. «Se bem em idiomas diferentes, através da liturgia afirmamos a unidade da fé e o vínculo do amor entre nós», explicou o prelado ortodoxo. Ao final da liturgia, Andrea Riccardi fundador da Comunidade de Santo Egídio, saudou as igrejas ortodoxas e salientou o valor da beleza da liturgia ortodoxa que conduz ao coração da paz. No fim da celebração o cardeal Sandri, saudou em nome do Papa Bento XVI aos Arcebispos Crisóstomo II e Teodoro II e entregou ao chefe da Igreja Ortodoxa de Chipre três medalhas simbólicas, uma das quais confeccionada com motivos do Dia Mundial da Juventude em Sydney.

Fonte: www.h2onews.org/

Tradução: Wagner Teixeira

criado por Diác. Celso Kallarrari    12:26:07 — Arquivado em: ecumenismo
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