Fé Ortodoxa - Una, Santa, Católica e Apostólica

[Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil] Diocese dos estados de Goiás e Tocantins.

24/9/09

A Igreja de Antioquia

(Paróquia Ortodoxa São Jorge - Aparecida de Goiânia - Pe Cristiano)

A Igreja tem sido o instrumento de Deus para a propagação mundial do evangelho. Tal como Deus formou a Israel e, no Antigo Testamento o constituiu como seu representante, assim formou a Igreja para concluir a tarefa iniciada pelos hebreus. Ela representa o corpo de Cristo – organismo vivo que Deus levantou para realizar os seus propósitos. 

O Espírito Santo foi dado à Igreja e quando o seu poder opera, Jesus faz a sua obra abundante por meio dela. A Igreja primitiva, por conseguinte, estava ciente da visão missionária e universal de Deus. Apesar das perseguições, nossos primeiros irmãos  obedeceram piamente ao “ide” de Jesus. E nós? O que temos realizado?

A ordem dada por Jesus aos discípulos momentos antes de sua ascensão – que fossem suas testemunhas até aos confins da terra – não estava sendo cumprida pelos crentes em Jerusalém. Apesar de contar com milhares de crentes, os quais continuavam vivendo em Jerusalém tendo tudo em comum, a Igreja primitiva ainda não havia tomado consciência de sua missão. Foi então que Deus permitiu abater sobre os discípulos a perseguição que os dispersou para várias regiões. Filipe, por exemplo, foi para Samaria. 

Outros discípulos testemunharam em outras cidades e muitos se converteram, tendo-se iniciado a formação do poderoso núcleo do evangelho que foi a igreja em Antioquia. Quando os apóstolos souberam da existência de discípulos em Antioquia, enviaram para lá Barnabé, incumbido de sondar a legitimidade das conversões. Tendo chegado e visto que de fato Deus concedera sua graça aos gentios, exortou os discípulos a permanecerem no Senhor e partiu em busca de Saulo, que estava, por aquele tempo, em Tarso, para engajá-lo na tarefa de estruturar a nova igreja. Então, os dois juntos se aplicaram intensamente ao ensino. Peça a seus alunos que relacionem três fatos ocorridos como resultado imediato do trabalho de Saulo e Barnabé em Antioquia. Dê-lhes cinco minutos para executarem esta tarefa. Esgotado o tempo estipulado, escreva no quadro de giz os fatos relacionados abaixo e compare-os com os apresentados por seus alunos. 

1) Os discípulos foram despertados para a obra de beneficência (At 11.27-30).
2) Os discípulos foram, pela primeira vez, chamados cristãos (At 11.26).
3) Teve início a obra missionária; os crentes de Antioquia separaram a Paulo e Barnabé, e os enviaram na qualidade de missionários a outras terras.

INTRODUÇÃOEm Antioquia da Síria estava a primeira igreja gentia e a maior igreja missionária depois de Jerusalém. Além dessas duas características, gentia e missionária, Antioquia também teve o privilégio de ter o apóstolo Paulo como seu pastor (v.26), tornando-se a base missionária deste apóstolo. Vejamos como esta etapa tão importante da evangelização mundial começou a se cumprir de acordo com o plano-mestre estabelecido por Nosso  Senhor.

I. A IGREJA EM TERRITÓRIO GENTIO

 

 

 

1. Fugindo das perseguições. As perseguições iniciadas em Jerusalém, depois do martírio de Estêvão, tornaram insuportável a situação dos cristãos naquela cidade. Muitos foram dispersos, não só pela Judéia e Samaria, mas para além da terra de Israel, indo para a Fenícia, Chipre, Antioquia da Síria e Cirene (v.19; 8.1-4). De todas essas regiões, Antioquia sobressaiu-se, tornando-se no mais importante centro missionário do primeiro século. Durante os primeiros séculos do Cristianismo ela esteve entre os cinco maiores centros cristãos da história: Antioquia, Jerusalém, Alexandria, Constantinopla e Roma. 

2. A cidade de Antioquia da Síria. Distava 500 quilômetros de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para missões. Localizava-se na divisa entre os dois mundos culturais da época – o grego e o semita. Não deve ser confundida com a Antioquia da Pisídia (At 13.14). Era a terceira cidade do Império Romano, vindo depois de Roma e Alexandria. Passou a ser a capital da província romana da Síria, em 64 a.C., quando Pompeu a conquistou. 

3. O caráter universal do evangelho. Era cidade de população mista e boa parte desta era de judeus. Josefo afirma que muitos judeus emigraram para a região nos dias dos selêucidas e outros fugiram para lá durante as guerras dos Macabeus. Isso talvez justifique a forte presença judaica, em Antioquia, nesse período da história da Igreja. A chegada do evangelho à cidade representou muito cedo o caráter universal da mensagem cristã. A partir daí o Cristianismo saiu dos círculos judaicos para ser pregado a todos os povos, conforme determinação do Senhor Jesus (Mt 28.19,20; Mc 16.15). 

II. OS FUNDADORES DA IGREJA DE ANTIOQUIA

1. Começou no anonimato. Os fundadores da igreja de Antioquia eram de Chipre e de Cirene: “Os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus” (v.20). Até então o evangelho era pregado só aos judeus (v.19). Talvez a experiência de Pedro na casa de Cornélio tivesse chegado ao conhecimento deles, e começaram a pregar também aos gentios (v.20). O resultado foi extraordinário! Esses gregos creram no Senhor Jesus e o número deles crescia a cada dia (v.21). Nascia a igreja dos gentios. A ordem profética “até aos confins da terra”, de Jesus, caminhava rapidamente para o seu cumprimento (At 1.8). 

2. Barnabé e Lúcio. As notícias foram recebidas com alegria pela igreja de Jerusalém. Curioso é que Barnabé era de Chipre (At 4.36) e Lúcio, um dos doutores da igreja de Antioquia, era de Cirene (At 13.1). Será que a iniciativa de se pregar aos gentios partiu deles? Quem seriam pois esses missionários? Muitos de nossos pioneiros ficaram no anonimato. Há grandes trabalhos que foram iniciados por pessoas anônimas, mas Deus conhece cada uma delas. Tais pessoas terão o seu galardão, e serão conhecidas e reconhecidas por toda a eternidade. 

III. ESTRUTURANDO UMA IGREJA EM CRESCIMENTO

 

1. Enviado para ensinar. Barnabé foi enviado pela igreja de Jerusalém para ensinar aos gentios de Antioquia (v.26). Entendeu muito cedo o caráter universal do evangelho de Jesus. Ele e Saulo foram os primeiros pastores de Antioquia, e no exercício de seu ministério ultrapassaram as barreiras culturais. O Cristianismo é transcultural; a igreja de Jerusalém enviou o homem certo para Antioquia. Por ser cipriota, talvez tivesse mais jeito de lidar com os gentios (v.22). Esse é um exemplo de missionário enviado para ensinar numa igreja já constituída. 

2. O convite feito a Saulo. Barnabé foi o primeiro que entendeu a nova realidade. Vendo que os costumes dos gentios eram muito diferentes das tradições judaicas e que aqueles irmãos estavam alegres e eram fervorosos no espírito, mas provenientes de outra cultura, lembrou-se de Saulo, pois sabia que o Senhor Jesus o havia chamado para pregar e ensinar aos gentios. Saulo era de Tarso, grande centro cultural da época, e conhecia a cultura grega. Ninguém melhor do que Saulo para ensinar a esses novos crentes de costumes estranhos. Barnabé não hesitou em  buscá-lo em Tarso para essa nobre tarefa (v.25). Antioquia conquistou essa importância na história do Cristianismo graças a estrutura bem organizada por Barnabé e Saulo.

IV. O QUE SIGNIFICA O NOME “CRISTÃO”?

1. A palavra “cristão” ocorre somente três vezes no Novo Testamento (11.26; 26.28; 1 Pe 4.6). Originalmente designava um servo e seguidor de Cristo. Hoje tornou-se um termo geral, destituído do seu significado primitivo. A nós, este termo deve sugerir o nome do nosso Redentor (Rm 3.24), a idéia do profundo relacionamento do crente com Cristo (Rm 8.38,39), o pensamento de que o recebemos como nosso  Senhor (Rm 5.1), e a causa da nossa salvação (Hb 5.9).

CONCLUSÃO

O texto de Atos 11.19-26 relata, ainda que de maneira resumida, um dos maiores acontecimentos da história da Igreja. Vemos aqui, em síntese, os passos para a universalização do evangelho: Filipe prega em Samaria (At 8.5). Como os samaritanos eram meio judeus, não foi aí que nasceu a igreja dos gentios. Depois Pedro prega na casa de Cornélio, que era gentio, mas como estava afeito à cultura judaica (At 10.1,2) também não há notícias de uma igreja gentia proveniente de sua casa. Finalmente, temos em Antioquia o princípio da sustentação missionária ao mundo gentílico. Sua igreja pode ser considerada uma base missionária? Há muitos Barnabés e Saulos esperando para serem comissionados até aos confins da terra.

  

 Por Esequias Soares 

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    16:45:37 — Arquivado em: artigos

12/9/09

A natureza Divino-humana de Cristo

Na economia da salvação, o Pai torna-se acessível ao homem no Filho, pois toda a plenitude do Pai habita no Filho (Cl 1, 19; 2, 9) e é expressa por meio do Filho (Jo 1, 18). Dessa forma, o Deus incompreensível e inascessível é agora expresso e acessível em Cristo, o Logos de Deus (Jo 1, 1), uma vez que o Filho e o Pai são um (Jo 10, 30), e o Filho é também chamado de Pai (Is 9, 6).

O Pai quis combinar Sua divindade com a humanidade no Filho por meio da encarnação dEste. Com isso, não queremos dizer que a natureza humana foi “dissolvida como uma gota de mel no mar”, anulando praticamente a natureza humana. Pelo contrário, a divindade de Cristo pode ser comparada a um lenço branco que, imerso em tinta azul, representa a natureza divina de Cristo imersa na natureza humana. O lenço branco tornou-se para sempre azul. Da mesma forma que o azul foi adicionado ao lenço branco, a natureza humana de Cristo foi adicionada totalmente à divina, e as duas naturezas, antes separadas, agora se tornam apenas “uma, ímpar, indivisível, uma só essência, uma, inseparável”.

Na verdade, Jesus uniu na sua pessoa as duas naturezas perfeitas. É esta a compreensão desde o Concílio de Éfeso. A sua encarnação se deu pelo fato de sua natureza humana ter sido “assumida” pela natureza divina. Dessa forma, tudo o que Jesus faz é Deus quem faz. E tudo o que fazemos a Ele, fazemos a Deus. Isso significa dizer que, em Cristo, não há somente Deus (natureza divina), mas também o homem (natureza humana). Essas duas naturezas são tão unidas que deriva uma coisa só, uma “substância que não é comum, mas singular, tem uma só natureza e uma só pessoa”. Daí, podemos dizer que a natureza de Cristo é uma só, combinando o divino e o humano, sem, contudo, deixar de ser Deus e homem. A diferença se deu nas terminologias usadas para explicar o fenômeno da união da divindade e humanidade de Cristo.

Na verdade, nunca houve a negação da natureza humana e muito menos da divina de Cristo. Nos últimos anos, pudemos constatar que a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia, assim como as demais Igrejas Ortodoxas Orientais, consideram que aquele cisma aconteceu por conta de problemas de ordem lingüística e de interpretação cultural, e não de ordem teológica, pois estas Igrejas reconheceram, no seu percurso histórico, tanto a humanidade como a divindade de Jesus.

Conforme se evidenciou, neste texto, os grupos das Igrejas Ortodoxas Orientais (Copta, Armênia, Siríaca, Malankara, Etíope e Eritréia) são chamadas de “ritos não-calcedônicos” e, ocasionalmente, de “monofisitas”, referindo-se a “única natureza” de Cristo. “Errônea” e “comumente” essas Igrejas são chamadas ainda no ocidente de “Igrejas Monofisistas”, mas, na realidade, são auto-denominadas de “miafisitas”, do gr. mónos (única) + phýsis (natureza). Todavia, essas Igrejas, a exemplo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, se descrevem como “miafisitas”, isto é, “única natureza unida” de Cristo. Esse termo difere-se, portanto, do “monofisismo histórico” do século V, elaborado por Eutiques. No “monofisismo” de Eutiques, o ensinamento é de que a natureza divina absorveu a natureza humana de Cristo, enquanto que na doutrina do “miafisismo” (ou miofisismo), em Jesus Cristo só há uma natureza (divina e humana em conjunto). Nesse sentido, a natureza de Cristo é única, fruto da união entre o humano e o divino. Se Cristo é uma pessoa da Trindade, ele deve ser necessariamente de uma natureza, uma vez que, na compreensão das Igrejas Ortodoxas Orientais, duas naturezas constituem duas pessoas.

Este Jesus, homem-Deus, viveu na terra por trinta e três anos, experimentando as coisas comuns e habituais, tais como cansaço, fome, sede, choro, perseguições, sofrimentos e morte. Reconhecemos, pois, não só a divindade de Cristo, mas também sua humanidade. Em termos de exemplificação, na liturgia da Igreja Sírian Ortodoxa, o sacerdote pronuncia um Cristo Divino e Humano, isto é, o Verbo de Deus que sofre e que é glorificado: É fato comprovado, certo e confirmado: sobre o madeiro da cruz, ei-lo crucificado. O Verbo Deus sofreu em sua própria carne. Ele todo padeceu. Ele foi imolado. Sua alma se separou de seu corpo divinal. A sua Divindade permaneceu integral. Ela nunca se rompeu do corpo ou da alma. Encarnação é isto: união e não ilusão. Seu peito foi rasgado pela lança do soldado. Sangue e água jorraram para vida eterna. Pelo pecado do réu, o Verbo Deus morreu. E se Deus não morreu [morresse], o morto seria eu. Sua alma se uniu a seu corpo de novo, unindo-nos a Deus pela graça do perdão. E ao terceiro dia, Ele já ressuscitou, glorioso, vitorioso, a morte já acabou. Emanuel é uno, ímpar, indivisível, uma só essência, uma, inseparável. Cremos que este corpo é deste mesmo sangue, e este mesmo sangue é deste mesmo corpo.” (SANTA, s/d, s/p).

Em síntese, ao se auto-avaliar, as Igrejas Ortodoxas Orientais, de modo especial, a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia, acreditam em realizar grande esforço para promover a discussão e o diálogo dos itens atinentes à fé e dogma entre os membros das Igrejas, além do importante papel que os Encontros Ecumênicos, as Comissões Teológicas e os acordos comuns de fé têm promovido na vida das Igrejas do Oriente Médio.

Em relação à Igreja Sírian Ortodoxa, ela “Nunca caiu em heresias ou cisma. [...] Foi um dos seus (IGNÁTIUS TEÓFORO = “Inácio Portador de Deus”) que usou pela primeira vez, o termo de IGREJA CATÓLICA, o nome que lhe é negado. Ela foi sempre ORTODOXA, junto as suas igrejas irmãs, mas a ortodoxia é dada hoje a outrem, pelo menos em dicionários. Sempre excomungou EUTIQUES e sua heresia, mas muitos ainda insistem em alcunhá-la eutiquiana, monofisita ou jacobita. Nunca se separou de ninguém, senão dos desvios, pois nunca se sujeitou a nenhuma outra Igreja. E mesmo assim, é denominada cismática. Esta é a minha Igreja, a Igreja de minha aldeola” (SALAMA, apud SOUZA, 2009, p.6).

Diferentemente do universo ocidental, o oriente sempre privilegiou a experiência da religião, de modo especial, a experiência ascética e mística, enquanto que no Ocidente prevaleceu a uma visão jurídica do pecado, entendido como culpa. Desse modo, houve divergências em relação à moral da transgressão e da culpa, pois, no catolicismo, “a cruz se torna o coração da fé católica”, uma espécie de resgate das culpas pessoais, enquanto que, na ortodoxia, a ênfase é dada à “ressurreição” como vitória da vida sobre a morte e o pecado.

 

por Celso Kallarrari

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    23:55:36 — Arquivado em: artigos

5/9/09

Paróquia São Miguel Arcanjo

Convidamos toda comunidade do setor Garavelo e setores adjacentes para participar da festa em honra e louvor à VIRGEM MÃE DE DEUS DO CAMINHO e SÃO MIGUEL ARCANJO.

De 25 a 27 de setembro de 2009.

Dia 25, sexta-feira, às 19:30h.

Dia 26, sábado, às 19:00h.

Dia 27, domingo, às 09:00h – Ordenação

DIACONAL e SACERDOTAL.

Às 10:30h – Batizados.

Às 19:00h – Missa de encerramento.

Venham, participem deste gesto de Paz, Amor e Comunhão com Deus.

Comissão Organizadora, setembro/2009.

 

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    15:50:42 — Arquivado em: Sem categoria

2/9/09

Apresentação dos bispos Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho

Apresentação dos bispos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil pelo Mons. Antonio NakKoud, delegado patriarcal da Igreja Missionária do Brasil. Homs, maio de 2009.

criado por Diác. Celso Kallarrari    21:32:14 — Arquivado em: igreja missionária

Santa Missa em português e siríaco em Homs, Síria

Dom José Faustino Filho - leitura do evangelho em português - Catedral de Homs - Síria, maio de 2009.

criado por Diác. Celso Kallarrari    21:11:37 — Arquivado em: igreja missionária

Celebração Eucarística na Catedral de Homs - Síria

Em maio de 2009, pela primeira vez na história, dois bispos brasileiros (Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho) concelebram na Catedral de Homs. A Santa Missa foi concelebrada parte em português e parte em siríaco.

criado por Diác. Celso Kallarrari    21:03:39 — Arquivado em: Sem categoria

Pronunciamento de Dom Faustino Filho

null

PRONUNCIAMENTO DO EXMO DOM

JOSÉ FAUSTINO FILHO A SUA SANTIDADE, O PATRIARCA IGNATIUS ZAKKA I IWAS, NA CATEDRAL SIRÍACA ORTODOXA DE ANTIOQUIA, POR OCASIÃO DA VISITA DA DELEGAÇÃO DA IGREJA MISSIONÁRIA DE EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL. 

Em nome da “Igreja Missionária de Evangelização do Brasil”, saúdo: Vossa Santidade Ignatius Zakka I, chefe supremo da Santa Igreja Siríaca Ortodoxa no mundo, saúdo o Exmo arcebispo Silwanos Bouttros Alneme. Na sua pessoa, saúdo os demais bispos. Saúdo o Digníssimo Mons. Antônio Jorge Nakkoud. E, na sua pessoa, saúdo os demais padres presentes.

Santidade,

Ainda estamos de pé sobre o mundo para gritar que Deus “É”, que Jesus Cristo vive e que a Igreja é Mãe e Mestra. “A nossa glória é testemunha de nossa consciência, que temos vivido no mundo e, especialmente entre vós, em simplicidade e sinceridade perante Deus, não em sabedoria carnal, mas com a graça de Deus” (2 Cor. 1, 12-13).

Em nossa caminhada como Igreja de Missão, temos sofrido muito, mas não desanimamos porque conhecemos o caminho percorrido por Jesus Cristo, sempre amparados e protegidos pela Santíssima Virgem Maria, a Theotókos. 

Precisamos ser submissos como Jesus foi submisso, tornando-se frente da nossa salvação mediante a obediência.

A coragem inunda a nossa vida duma inefável sensação de bem-aventurança e segurança. A sintonização entre Deus e nós é efetivada por Ele pela docilidade ao Espírito Santo quando nos colocamos sob à sua luz preciosa.

Sua Beatitude Aram I, quando esteve no Brasil, em 2006, como moderador da 9ª Assembléia Geral do Conselho Mundial das Igrejas, fez a seguinte exortação: “A Igreja deve tornar-se uma comunidade de todos para todos. [...] Uma Igreja dividida não pode ser um testemunho credível em um mundo fragmentado. [...] A Igreja não pode confinar-se em suas muralhas”.

Santidade, a sociedade brasileira é extremamente difícil de ser analisada e, no mundo contemporâneo, encontra-se em constante mudança e transformação. Quanto à religião, há um catolicismo ibérico, que é diferente do catolicismo romano, alemão ou francês. E, sui generis, cheio de festas de santos, de crenças paralelas ao catolicismo, mas sancionadas, de certo modo, pela fé católica romana. De fato, é um catolicismo fragmentado.

A inserção Siríaca Ortodoxa para o povo brasileiro, feita pelo Arcebispo Mar Crisóstomos Salama, tem a intenção de conquistar parte da sociedade não satisfeita com o catolicismo acima citado. Para isso, ele traduziu os rituais da missa, batismo, crisma, matrimônio, exéquias, dentre outros documentos litúrgicos, mantendo, todavia, a essência principal da fé ortodoxa para uma autêntica inculturação brasileira.

De acordo com as leis brasileiras, a Igreja Missionária está legalmente constituída em 15 estados. Falta-nos, portanto, a homologação de Vossa Santidade, a fim de confirmar a legitimidade, a vitalidade e a originalidade da Igreja Missionária de Evangelização no Brasil, fazendo jus as Bulas Patriarcais n.º 128/1983 e n.º 245/1988.

Nossa Igreja Missionária, iniciada em 1983, vem se expandindo como nos tempos apostólicos, em pequenas e grandes comunidades; contudo, com muita desigualdade.

O texto de Hebreus 5, 8 nos diz que a obediência do Senhor Jesus foi aprendida por meio do sofrimento. O sofrimento trouxe a Ele obediência verdadeira. Certamente, a submissão é encontrada quando, apesar do sofrimento, ainda há obediência. A utilidade do homem não está em ele sofrer ou não, mas em aprender a obediência ao sofrer. Somente aqueles que são obedientes a Deus são úteis. Se o coração não for amolecido, o sofrimento não desaparecerá, pois “É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal” (I Pe 3, 17).

A salvação não somente nos traz alegria; traz, necessariamente, a submissão. Se um homem vive apenas alegria, o que ele experiencia não será abundante. Somente os submissos experimentarão a plenitude da salvação.

Santidade, a autoridade espiritual não vem por intermédio da capacidade humana. Antes ela vem pela escolha de Deus. Vossa Santidade é um escolhido de Deus para apascentar o rebanho constituído por seu filho Jesus Cristo, adquirido pela sua obediência. Sua autoridade é a autoridade do próprio Deus. Ela não pode, pois, ser violada. Qualquer um que fale contra a sua autoridade fala contra a escolha de Deus.

Hoje, mais do que nunca, através da sua autoridade, a Igreja Missionária precisa submeter-se a autoridade de Deus, a fim de que permaneçamos unidos à videira e o reino de Deus seja manifestado em sua plenitude. Doutra sorte, como pode o reino de Deus ser manifestado? Se discutirmos e argumentarmos uns com os outros, como o reino de Deus pode vir? Temos atrasado a Deus. Devemos libertar-nos de toda desobediência para que Deus tenha o caminho desimpedido. Quando a Igreja se submete à autoridade divina, as nações, por sua vez, se submeterão. Por isso, a Igreja carrega uma grande e pesada responsabilidade. Quando a vida de Deus, sua vontade e suas ordens forem executadas na Igreja, o reino virá. Se todos tomarem o caminho da submissão, os fatos gloriosos serão revelados diante dos nossos olhos.

Até o presente momento, temos atingido grande parte de nossas metas. Porém, falta-nos ainda atingir alguns pontos que precisam ser indicados por Vossa Santidade ou por preposto por vós indicado para nos acompanhar.

Tudo que fizemos até agora foi procurando acertar, uma vez que “a ninguém damos motivo de escândalo, para que nosso ministério não seja criticado” (2 Cor 6, 3). As nossas experiências Missionárias têm nos demonstrado, ao longo desses anos, que é preciso que uma Igreja Universal, em terras estrangeiras, passe pelo processo de inculturação, sem, contudo, perder, na diversidade das culturas, a originalidade e autenticidade da nossa tradição e fé ortodoxa.

 Para a reflexão pascoal desse ano, escolhemos esta reflexão: “A Igreja do desafio, juntos redescobrindo a Tradição” como forma de reavaliação de nossa caminhada e redescoberta das raízes da nossa fé cristã, a partir de estudos sistemáticos e vida de oração. Dessa forma, esperamos uma nova ressurreição do Cristo em nossos corações, a fim de que, unidos, numa só mesa, reconheçamos Jesus que parte o pão conosco (Lc 24, 30). Sendo assim, “(…) os seus descendentes não poderão dizer aos nossos: ‘Vocês não têm parte com o Senhor’” (Js 22, 27b).

Enfim, nós, aqui legitimamente presentes, pedimos a Vossa Santidade que, em seu amor paternal, acolha-nos no seio maternal da Santa Igreja de Cristo e volva-nos seu olhar com bênçãos para nós e para aqueles que também, legitimamente, encontram-se ausentes, seus filhos adotivos da “Igreja Missionária de Evangelização do Brasil”, resultado da ação eficaz do Espírito Santo.

 

Deus guarde e proteja Vossa Santidade.

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    20:52:39 — Arquivado em: igreja missionária

Santo Agostinho, ponto de união entre católicos e ortodoxos

Santo Agostinho, ponto de união entre católicos e ortodoxos, afirma Papa

Palavras a um Simpósio Intercristão

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI se dirigiu nesta quarta-feira, ao concluir a audiência geral, a um grupo composto por católicos e ortodoxos, a quem desejou que a reflexão comum sobre Santo Agostinho ajude no diálogo ecumênico. 

O Papa, grande admirador do santo de Hipona, dirigiu-se aos participantes do Simpósio Intercristão promovido pela Pontifícia Universidade Antonianum e pela Universidade Aristoteles de Tessalônica.

O Santo Padre desejou “que a reflexão comum entre católicos e ortodoxos sobre a figura de Santo Agostinho possa reforçar o caminho para a comunhão plena”. 

Fonte: Zenit

criado por Diác. Celso Kallarrari    20:13:37 — Arquivado em: ecumenismo
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://feortodoxa.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.