Fé Ortodoxa - Una, Santa, Católica e Apostólica

[Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil] Diocese dos estados de Goiás e Tocantins.

5/10/09

PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA

Deu-se início em janeiro deste ano, ao Processo de Aperfeiçoamento na Doutrina Cristã Ortodoxa.  

 

 

Na abertura oficial das comemorações ao ANO JUBILAR do qüinquagésimo aniversário da chegada do arcebispo + Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama ao Brasil; assumimos o desafio, como Igreja Missionária de Evangelização, nos adequar as determinações da Bula Patriarcal n. 128/83.

A Eparquia Ortodoxa de Goiânia – Diocese dos estados de Goiás e Tocantins, através de V. Exª Revmª Dom José Faustino Filho, bispo diocesano e Vice-Presidente da Igreja Missionária do Brasil, dá encaminhamento às decisões estabelecidas no XVI Sínodo Ortodoxo Nacional (XVI SON-08) realizado nos dias 22 a 24 de fevereiro de 2008 em Taguatinga-DF. Foi definida neste Sínodo uma Comissão de Formação do Clero Brasileiro de tradição Pré-Calcedoniana que realizará materiais e/ou subsídios de estudos ao clero brasileiro.

Nesta perspectiva a Igreja local ou Particular (diocese, vem do grego, “Diídisis”) convoca seu presbitério e/ou cristãos de boa vontade a participarem do PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA – PADCO. [...]   

 

 

Portanto, as vocações suscitadas no seio das comunidades ortodoxas de missão são frutos da mesma missão profética alavancada por + Mar Crisóstomo Moussa Matanos Salama. Não podemos perder estas vocações e não temos este direito, embora os afazeres pastorais no sobrecarreguem; pensamos que as diversas vocações representem um dom para a Igreja no Brasil, em especial, para padres e bispos. A base teórica trabalhada nestes centros de formação são as Sagradas Escrituras, a Tradição da Igreja Apostólica, as determinações Patriarcais e as orientações salutares deixadas por + Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama.

O objetivo deste estudo sistemático é tentar sugerir o que pode ou deve significar para a Igreja de Missão no Brasil, ou numa parte dela, as vocações com seu acolhimento, sua formação filosófico-teológica, humana e a colegialidade presbiteral. É interessante e de vital importância para a Igreja de hoje, aqui e alhures. [...] 

Galgamos para o primeiro fascículo intitulado: “Origens dos Seminários, Universidades e do Clero”, um veículo de aprendizagens nos mistérios da Fé Ortodoxa no início do Ano Jubilar [e estamos, no momento, no décimo fascículo].

O presente PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA é o tempo favorável da graça de Deus.

Oxalá! Que Deus nos ouça!

 

Pe Roberto Demétrio da Silva Souza

Coordenador do PADCO

  

 

 

 

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2/9/09

Apresentação dos bispos Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho

Apresentação dos bispos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil pelo Mons. Antonio NakKoud, delegado patriarcal da Igreja Missionária do Brasil. Homs, maio de 2009.

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Santa Missa em português e siríaco em Homs, Síria

Dom José Faustino Filho - leitura do evangelho em português - Catedral de Homs - Síria, maio de 2009.

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Pronunciamento de Dom Faustino Filho

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PRONUNCIAMENTO DO EXMO DOM

JOSÉ FAUSTINO FILHO A SUA SANTIDADE, O PATRIARCA IGNATIUS ZAKKA I IWAS, NA CATEDRAL SIRÍACA ORTODOXA DE ANTIOQUIA, POR OCASIÃO DA VISITA DA DELEGAÇÃO DA IGREJA MISSIONÁRIA DE EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL. 

Em nome da “Igreja Missionária de Evangelização do Brasil”, saúdo: Vossa Santidade Ignatius Zakka I, chefe supremo da Santa Igreja Siríaca Ortodoxa no mundo, saúdo o Exmo arcebispo Silwanos Bouttros Alneme. Na sua pessoa, saúdo os demais bispos. Saúdo o Digníssimo Mons. Antônio Jorge Nakkoud. E, na sua pessoa, saúdo os demais padres presentes.

Santidade,

Ainda estamos de pé sobre o mundo para gritar que Deus “É”, que Jesus Cristo vive e que a Igreja é Mãe e Mestra. “A nossa glória é testemunha de nossa consciência, que temos vivido no mundo e, especialmente entre vós, em simplicidade e sinceridade perante Deus, não em sabedoria carnal, mas com a graça de Deus” (2 Cor. 1, 12-13).

Em nossa caminhada como Igreja de Missão, temos sofrido muito, mas não desanimamos porque conhecemos o caminho percorrido por Jesus Cristo, sempre amparados e protegidos pela Santíssima Virgem Maria, a Theotókos. 

Precisamos ser submissos como Jesus foi submisso, tornando-se frente da nossa salvação mediante a obediência.

A coragem inunda a nossa vida duma inefável sensação de bem-aventurança e segurança. A sintonização entre Deus e nós é efetivada por Ele pela docilidade ao Espírito Santo quando nos colocamos sob à sua luz preciosa.

Sua Beatitude Aram I, quando esteve no Brasil, em 2006, como moderador da 9ª Assembléia Geral do Conselho Mundial das Igrejas, fez a seguinte exortação: “A Igreja deve tornar-se uma comunidade de todos para todos. [...] Uma Igreja dividida não pode ser um testemunho credível em um mundo fragmentado. [...] A Igreja não pode confinar-se em suas muralhas”.

Santidade, a sociedade brasileira é extremamente difícil de ser analisada e, no mundo contemporâneo, encontra-se em constante mudança e transformação. Quanto à religião, há um catolicismo ibérico, que é diferente do catolicismo romano, alemão ou francês. E, sui generis, cheio de festas de santos, de crenças paralelas ao catolicismo, mas sancionadas, de certo modo, pela fé católica romana. De fato, é um catolicismo fragmentado.

A inserção Siríaca Ortodoxa para o povo brasileiro, feita pelo Arcebispo Mar Crisóstomos Salama, tem a intenção de conquistar parte da sociedade não satisfeita com o catolicismo acima citado. Para isso, ele traduziu os rituais da missa, batismo, crisma, matrimônio, exéquias, dentre outros documentos litúrgicos, mantendo, todavia, a essência principal da fé ortodoxa para uma autêntica inculturação brasileira.

De acordo com as leis brasileiras, a Igreja Missionária está legalmente constituída em 15 estados. Falta-nos, portanto, a homologação de Vossa Santidade, a fim de confirmar a legitimidade, a vitalidade e a originalidade da Igreja Missionária de Evangelização no Brasil, fazendo jus as Bulas Patriarcais n.º 128/1983 e n.º 245/1988.

Nossa Igreja Missionária, iniciada em 1983, vem se expandindo como nos tempos apostólicos, em pequenas e grandes comunidades; contudo, com muita desigualdade.

O texto de Hebreus 5, 8 nos diz que a obediência do Senhor Jesus foi aprendida por meio do sofrimento. O sofrimento trouxe a Ele obediência verdadeira. Certamente, a submissão é encontrada quando, apesar do sofrimento, ainda há obediência. A utilidade do homem não está em ele sofrer ou não, mas em aprender a obediência ao sofrer. Somente aqueles que são obedientes a Deus são úteis. Se o coração não for amolecido, o sofrimento não desaparecerá, pois “É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal” (I Pe 3, 17).

A salvação não somente nos traz alegria; traz, necessariamente, a submissão. Se um homem vive apenas alegria, o que ele experiencia não será abundante. Somente os submissos experimentarão a plenitude da salvação.

Santidade, a autoridade espiritual não vem por intermédio da capacidade humana. Antes ela vem pela escolha de Deus. Vossa Santidade é um escolhido de Deus para apascentar o rebanho constituído por seu filho Jesus Cristo, adquirido pela sua obediência. Sua autoridade é a autoridade do próprio Deus. Ela não pode, pois, ser violada. Qualquer um que fale contra a sua autoridade fala contra a escolha de Deus.

Hoje, mais do que nunca, através da sua autoridade, a Igreja Missionária precisa submeter-se a autoridade de Deus, a fim de que permaneçamos unidos à videira e o reino de Deus seja manifestado em sua plenitude. Doutra sorte, como pode o reino de Deus ser manifestado? Se discutirmos e argumentarmos uns com os outros, como o reino de Deus pode vir? Temos atrasado a Deus. Devemos libertar-nos de toda desobediência para que Deus tenha o caminho desimpedido. Quando a Igreja se submete à autoridade divina, as nações, por sua vez, se submeterão. Por isso, a Igreja carrega uma grande e pesada responsabilidade. Quando a vida de Deus, sua vontade e suas ordens forem executadas na Igreja, o reino virá. Se todos tomarem o caminho da submissão, os fatos gloriosos serão revelados diante dos nossos olhos.

Até o presente momento, temos atingido grande parte de nossas metas. Porém, falta-nos ainda atingir alguns pontos que precisam ser indicados por Vossa Santidade ou por preposto por vós indicado para nos acompanhar.

Tudo que fizemos até agora foi procurando acertar, uma vez que “a ninguém damos motivo de escândalo, para que nosso ministério não seja criticado” (2 Cor 6, 3). As nossas experiências Missionárias têm nos demonstrado, ao longo desses anos, que é preciso que uma Igreja Universal, em terras estrangeiras, passe pelo processo de inculturação, sem, contudo, perder, na diversidade das culturas, a originalidade e autenticidade da nossa tradição e fé ortodoxa.

 Para a reflexão pascoal desse ano, escolhemos esta reflexão: “A Igreja do desafio, juntos redescobrindo a Tradição” como forma de reavaliação de nossa caminhada e redescoberta das raízes da nossa fé cristã, a partir de estudos sistemáticos e vida de oração. Dessa forma, esperamos uma nova ressurreição do Cristo em nossos corações, a fim de que, unidos, numa só mesa, reconheçamos Jesus que parte o pão conosco (Lc 24, 30). Sendo assim, “(…) os seus descendentes não poderão dizer aos nossos: ‘Vocês não têm parte com o Senhor’” (Js 22, 27b).

Enfim, nós, aqui legitimamente presentes, pedimos a Vossa Santidade que, em seu amor paternal, acolha-nos no seio maternal da Santa Igreja de Cristo e volva-nos seu olhar com bênçãos para nós e para aqueles que também, legitimamente, encontram-se ausentes, seus filhos adotivos da “Igreja Missionária de Evangelização do Brasil”, resultado da ação eficaz do Espírito Santo.

 

Deus guarde e proteja Vossa Santidade.

 

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26/7/09

S. S. Mar Ignatius Zakka I recebe os bispos da Igreja Missionária

No dia 14 de maio, quinta-feira, Sua Santidade, o Patriarca Inácio Zakka I Iwas recebe os bispos brasileiros Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho, juntamente com o delegado Patriarcal, Monsenhor Nakkoud. No diálogo, Mar Silwanus, Bispo de Homs e Hama, foi o interprete dos bispos brasileiros junto ao Patriarca, conforme foto acima e notícia publicada no site oficial da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia: http://www.syrian-orthodox.com/news.php?id=&st=30

 

por Celso Kallarrari

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8/12/08

Espírito de obediência, submissão e adequação …


criado por Diác. Celso Kallarrari    15:47:57 — Arquivado em: a voz do pastor, igreja missionária

9/9/08

Missão Sirian Ortodoxa no Brasil

MISSÃO ORTODOXA NO BRASIL:

Dom Leolino Gomes Neto (à esquerda), S. S. Mar Ignatius Zakka I Iwas (centro) e Dom Moussa Matanos Salama (à direita) na segunda visita à Santa Sé Apostólica em Damasco - Síria

A ICOSB tem a satisfação de listar abaixo, nomes referentes a uma equipe que está sempre de prontidão para as mais variadas Missões Religiosas. Uma equipe vitoriosa, Pode-se dizer assim! Vitoriosa tão somente pelo fato de se firmar e se tornar sempre fiel ao Evangelismo Ortodoxo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

MONS. CURA EPÍSPOCO ANTÔNIO NAKKOUD

Delegado Patriarcal
Endereço: Rua 14 de julho, 1.060- Centro - Campo Grande-MS 

DOM LEOLINO GOMES NETO 

Presidente
Atual Presidente da ICOSB, nascido aos 28 dias do mês de novembro de 1939 na cidade de Petrolina, Estado de Pernambuco, ordenado padre em 16 de janeiro de 1965, sagrado bispo de 18 de maio de 1969.

DOM JOSÉ FAUSTINO FILHO 

Vice presidente
Vice presidente, nascido a 08 (oito) dias do mês de julho do ano de 1942, na cidade de Bom Conselho, Estado de Pernambuco. Ordenado padre em 04 de dezembro do ano de 1969; sagrado bispo em 19 de agosto de 1984.

 PADRES EM MISSÃO ORTODOXA

1– Pe. José Ribamar Rodrigues;
2- Pe. Raimundo Nonato Lima do Nascimento;
3– Pe. Manoel de Jesus Ferreira de Araújo;
4– Pe. Francisco Norbério do Vale Rodrigues;
5– Pe. Francisco Eugênio Araújo Lopes;
6– Pe. Flávio Tadeu Gomes Moreira;
7- Pe. Antônio Marcos Pereira;
8– Pe. Benedito Frota Fontineli;
9– Pe.César Franco Bonilha;
10– Pe. Alcimar Sousa do Nascimento;
11– Pe. Irailson Rodrigues de Lima;
12- Pe. Juracy da Rocha Cipriano;
13– Pe. Roberto Demétrio da Silva Souza;
14- Pe. Cristiano Lopes da Silva;
15– Pe. Advar Francisco de Morais;
16- Pe. Givanildo Batista da Silva;
17– Pe. Flávio Tadeu Gomes;
18– Pe. Roberto Prattis Alvarenga;
19– Pe. Eliemme Pinheiro Pereira;
20– Pe. Antônio Carlos Cavalcante;
21– Pe. Adilson José França;
22– Pe. José Aquino Morais Meireles;
23– Pe. Henry Júnior Branco Aragão;
24– Pe. Luiz Barbosa da Silva;
25- Pe. João Francisco da Silva;
26– Pe. João Bosco Alves Barreto;
27– Pe. José Anacleto Teixeira;
28– Pe. Jacy Luiz Rodrigues;
29– Pe. Vicente de Paula Almeida;
30– Pe. Gilmar Moreira Pires;
31- Pe. Renê Mota;
32- Pe. Edson Carlos Gonçalves;
33- Pe. Antônio Ferreira Cajango;
34- Pe. Marco Antônio Pereira.

TÍTULOS DE MONSENHORES ORTODOXOS

1- Mons. Francisco Cláudio Leite Moraes;
2- Mons. Francisco Eloy Bruno Alves;
3- Mons.Ruberval Vieira de Holanda;
4- Mons. Altamiro Pereira do Amaral;
5- Mons. Enéas Alvarez;
6- Mons. José Ribamar Rodrigues Dia

DIÁCONOS ORTODOXOS: 

01– Ricardo Lima Pinheiro;
02- Manoel Duarte de Carvalho Neto;
03- Wellington Moura;
04- Selcio de Souza Silva

DIACONISAS ORTODOXAS

1– Luzia Rodrigues Peixoto;
2– Milervina Teodoro.

criado por Diác. Celso Kallarrari    16:25:20 — Arquivado em: igreja missionária

8/9/08

XVI Sínodo Ortodoxo Nacional

                            XVI SÍNODO ORTODOXO NACIONAL - SON

                        Brasília, D.F., em 23,24 e 25 de fevereiro de 2008.

Realizou-se, nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro de 2008, na Chácara dos Arcanjos, cidade satélite de Santa Maria, Distrito Federal, o XVI Sínodo Ortodoxo Nacional - SON. Após o Ofício das Matinas, discutiu-se sobre a questão do nome da Igreja Católica Ortodoxa do Brasil – ICOSB que, muitas vezes, na visão de quem está de fora, parece, a princípio ser outra denominação sem vínculos com a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia – ISOA. A discussão, acerca dessa temática, fez com que se decidisse, em assembléia, pela permanência da ICOSB na Igreja Sirian de Antioquia – ISOA, ou seja, manter-se fiel e submissa tanto no que diz respeito à tradição quanto ao vínculo patriarcal de Antioquia, representado pela S.S. Mar Ignatius Zakka I Iwas.
Em consonância ao que fora discutido, decidiu-se também fazer algumas adequações necessárias, relativas aos parâmetros, ritos e imagens litúrgicas, àquelas comunidades que, por acaso, não estiverem, ainda, totalmente adaptadas às normas e procedimentos da Santa Igreja, uma vez que ela, conforme artigo 1º da Constituição da ICOSB, é parte inseparável da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia. Solicitou-se um cadastro com documentação de todo o clero para encaminhar ao Patriarcado Sírio Ortodoxo e informou a respeito da possível vinda do Arcebispo Mar Silwanos Boutros Alnemeh,, Homs e Hamá ao Brasil, em março do corrente ano, quando o mesmo não pôde se fazer presente no XVI Sínodo como se havia previsto. Logo após apresentarem relatórios sucintos das atividades realizadas nos anos de 2005 a 2007, enviados ao Patriarcado, salientou-se acerca da temática do Sínodo, cujo lema é “ir a todos os povos e evangelizar”.
Outro assunto que fora discutido nessa reunião foi a “Tomada de decisão na Igreja”, apresentando a atual situação da relação entre ICOSB junto ao Patriarcado Sírio de Antioquia, e decidiu-se por redigir uma carta diretamente ao Patriarcado a fim de manifestar a total obediência a ele, conforme consta no estatuto da ICOSB, cujo enxerto, no artigo 38, parágrafo único, diz que a ICOSB é “parte inseparável do patriarcado de Antioquia, com sede atual em Damasco, capital da República Árabe da Síria e do Patriarcado Antioquino, representado atualmente pela S.S. Mar Ignatius Zakka I Iwas e seus legítimos sucessores”. Pretende-se que, com esse procedimento e, em resposta a carta, haja por parte do Patriarcado Sírio Ortodoxo de Antioquia, homologação do estatuto da Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil - ICOSB. Esse procedimento, de fato, uma possível supervisão por algum delegado indicado pelo Patriarca ou qualquer pessoa designada por ele para averiguação do andamento da Igreja Missionária no Brasil. Dom José Faustino Filho notificou que a Bula Patriarcal 246/88 contempla a de nº 128/83, principalmente quando diz que “ (….) a base dos nossos princípios que havíamos estabelecidos como evangelização no Brasil no ano de 1983.” (FILHO, 2001, p. 68-69).
No assunto sobre “A Igreja e o Ecumenismo”, salientou-se que é preciso fortalecer os laços com a Igreja-Mãe e expôs-se a problemática em relação ao CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), isto é, do impedimento da Igreja em estar participando das atividades regulares do Conselho. Outro assunto destacado foi sobre o ensaio teológico “Igreja do desafio”, cuja abordagem parte do questionamento “Que cara queremos a nossa Igreja”. Deu-se ênfase às formas de evangelização, destacando a Igreja como “Igreja Missionária de Evangelização”, citando, a esse respeito, texto de Mar Crisóstomo Moussa Salama, publicado no Jornal do Estado do Mato Grosso do Sul, no dia 05 de maio de 1982. Constituiu-se nesse dia a nova diretoria e representantes episcopais.
No segundo dia, foi feita a leitura da carta a ser enviada ao Patriarca e, após encerramento, assinada por todos os padres presentes. Decidiu-se que o XVII Sínodo Ortodoxo Nacional de 2010 será realizado no mês de julho, em Goiânia, capital do Estado de Goiás, especificamente na diocese dos Estados de Goiás e Tocantins, sob a coordenação do senhor Bispo Diocesano Dom José Faustino Filho e seu clero. Em seguida, após a oração do Ofício das vésperas, Dom Leolino Gomes Neto fez o encerramento do XVI Sínodo Ortodoxo Nacional de Brasília.

 

por Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    23:11:56 — Arquivado em: igreja missionária

Missão Ortodoxa

 CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA - ABERTURA DO XVI SÍNODO ORTODOXO - BRASÍLIA, FEVEREIRO DE 2008

A Igreja é sacramento de salvação. Com ela Jesus quer conceder à humanidade as graças que mereceu com a sua vida, paixão, morte e ressurreição. A Igreja existe para difundir o Reino de Deus. Nasceu com a missão de expandir o Reino de Cristo sobre a Terra, para a glória de Deus Pai, tornando os homens participantes da redenção salutar e orientando de fato através deles o mundo inteiro para Cristo.
Foi com esta missão que a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia enviou ao Brasil no ano de 1959, o Padre (naquele momente) Moussa Matanos Salama com a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus e de estabelecê-lo aos povos brasileiros.
Até o ano de 1982, sob a denominação de Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia, sem nenhuma vinculação orgânica, havia no Brasil e na Argentina um resíduo de oito comunidades de origem oriental, que fundaram suas Igrejas, para conservação de suas tradições. Procedente do campo missionário da Índia, PE. Moussa Matanos Salama iniciou a missão evangelizadora da Igreja no Brasil em 1959, abrindo suas portas para todos os interessados, sem qualquer discriminação. Deus abençoou a obra que mereceu o reconhecimento oficial do Sínodo Patriarcal em 1983, sendo ampliado por Sua Santidade, o Patriarca, em 27 de setembro de 1989.
A retomada do espírito antioquino missionário, quase esquecido, (…) levou o Patriarca à decisão sinodal de separar a arquidiocese em dois ramos: um tradicionalista, sob a administração [direta da Santa Sé] patriarcal, e o outro missionário, sob a adminstração episcopal de Mar Crisóstomos Moussa Matamos Salama. A prática, no entanto, comprova que Deus escreve certo por linhas tortas, neutralizando os elementos nocivos e liberando as comportas da represa missionária.
“Esta obra liderado por Mar Crisóstomos é do Espírito Santo”, conforme declaração solene do Patriarca, repetida no Sínodo de 1983 e em três Bulas Patriarcais. Fora de qualquer auxílio externo, sem recursos financeiros e com concorrência desigual, “a semente cresce, sem que se saiba como” (Mc 4, 27). Em pouco mais de 14 anos de trabalho árduo, a presença da Igreja estruturada por Mar Crisóstomos está consolidada em quinze estados brasileiros e também na Argentina.
O sistema e a forma de governo da Igreja continuam valendo. O Diácono, o Presbítero e o Bispo diocesano, exceto membros de ordem monacal, se eleger pelo sufrágio de suas respectivas comunidades com homologação superior e com a “mão direita dos demais Bispos ao novo Bispo”. Atualmente, Bispo e Arcebispo são sinônimos. Todos os Bispos, no Oriente, são intitulados de Arcebispos ou Metropolitas.
Conformando-se com o seu status quo, consciente de seu papel histórico, Mar Crisóstomos sempre lutou contra incompreensão de várias frentes: internas e externas. Tendo a missão da “defesa do evangelho” e com sincera colaboração dos irmãos no Sacerdócio e no Espiscopado, procurou implantar, reavivar e defendê-los.
A Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil – ICOSB é uma entidade eclesial de forma patriarcal e sistema episcopal em submissão e comunhão ao Patriarca Sírio Ortodoxo de Antioquia, sendo pessoa Jurídica em todo o território nacional, caracterizada pelo uso exclusivo do Credo Niceno em sua forma original, administrada por um Colégio Episcopal, que é o órgão executivo e permanente do Sínodo Ortodoxo Nacional – SON.

 

por Dom José Faustino Filho
Do livro: (FILHO, José Faustino. Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil: coletânia de textos teológicos sobre a Igreja Cristã Ortodoxa. Tomo I., Impressão: Gráfica Venâncio & Andrade, 2001, p. 61-64)

criado por Diác. Celso Kallarrari    18:12:33 — Arquivado em: igreja missionária

5/9/08

Origem ICOSB - Parte I

A Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil originou-se no Brasil em 1983 com Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama, pela BULA PATRIARCAL Nº 128/83 de 08de março.
É uma Unidade da Igreja Cristã, inserida no Evangelho e definida pelo Credo Niceno Constantinapolitano, edificada sobre a fé em Deus Uno e Trino, encarregada da nobre missão de reconciliação entre a humanidade e seu criador. É de sistema administrativo orgânico apostólico ou comunal, começando na comunidade local -a paróquia- passando pela comunidade regional- a diocese- pela comunidade estadual -a arquidiocese- e culminando na unidade nacional – a primazia. É e será administrada pelo Colégio Episcopal, ouvido o Sínodo Ortodoxo Nacional, presidido pelo Arcebispo Primaz.
Arcebispo Primaz é o bispo diocesano da Capital Federal do Brasil, presidente da Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil e do seu Colégio Episcopal.
A Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil é uma unidade eclesial parte inseparável da Igreja Siriaca Ortodoxa de Antioquia, com sede atual em Damasco, capital da República Árabe da Síria e do Patriarcado Antioqueno, representado atualmente por Sua Santidade Ignatius Zakka I Iwas e seus legítimos sucessores.
A Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil-ICOSB, emana sua autenticidade, apostolicidade,autoridade e identidade de si mesma. Não carece de credenciais externas. Carece, isso sim das bênçãos da Sua Santidade o Patriarca Siriaco Ortodoxo de Antioquia e da lealdade de seus componentes. Baseada no Evangelho, no Credo Niceno, na herança patriarcal e nacional, ela possui todos os elementos fundamentais, para conquistar o seu devido lugar e desempenhar o seu papel nos campos que lhe são atribuídos.
Segundo a linha ortodoxa, devemos evitar os extremos, pelo exemplo e pela atuação, representá-la e apresentá-la condignamente.
A Igreja como um todo, é onde ela se torna acontecimento no sentido mais pleno; ela é até mesmo necessariamente Igreja local ou Nacional isso porque a Igreja Universal (patriarcal) se torna visível na Igreja local. A ICOSB é uma Igreja local, uma unidade eclesiástica, um organismo e uma organização com delimitação territorial, é a Igreja de Cristo no Brasil para o Brasil, é o acontecer da Igreja Siriana de Antioquia.
Existe na Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil uma intensa atividade teológica não convencional, talvez, mais nem por isso menos importante através da qual se opera uma verdadeira “apropriação” de elementos importantes da tradição, que são recriados de maneira original.
A liturgia é talvez, o caso mais evidente dessa criatividade. Tanto na sua expressão Eucarística na verdade de outras celebrações. Mas ela é uma exceção. Simultaneamente como parte integrante das celebrações litúrgicas ou sob forma de diversas reuniões – a escuta e a interpretação da palavra de Deus são o ato pelo qual o povo se apropria realmente da Escritura, numa autêntica experiência do Espírito como o primeiro e definitivo exegeta da palavra viva que é Jesus Cristo (Jo. 14,26; 13,16).
Em ambos os casos, chama a atenção a presença da vida, da realidade do homem. Não se a vida é inseparável da palavra e da celebração, mas unidade originária entre a fé e a vida encontrada na Igreja Sirian na sua Diáspora uma expressão privilegiada, longe de dicotomias e separações de muitos idealismos espirituais. “Na Igreja Siriana do Brasil a lógica” da vida é submetida a críticas da fé, e a lógica da fé toma corpo na transformação da própria realidade. Ao reapropriar-se da palavra, a comunidade experimenta que ela faz viver. A escritura volta a “inspirar” a vida.
Não é difícil perceber a originalidade as conseqüências desta experiência na qual a celebração (litúrgica) a palavra de Deus (Escritura) e vida real (lugar social) constituem uma única coisa. Através da Escritura o povo recupera a sua identidade de “povo de Deus”. E com ela a liberdade do Espírito porque onde está o Espírito do Senhor lá está a liberdade (II Cor. 3,17). Que lhes abre o sentido (Lc. 24,27) da palavra da vida. Nesta Igreja não há diferença alguma entre os filhos, porque é a Igreja de Cristo e tem sua identidade.

criado por Diác. Celso Kallarrari    23:26:47 — Arquivado em: igreja missionária
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