Fé Ortodoxa - Una, Santa, Católica e Apostólica

[Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil] Diocese dos estados de Goiás e Tocantins.

21/11/09

 

Convite para sagração presbiteral

 

 

“É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão” (Tito 1, 6).

 

 

Prezado (a),

 

Os membros da Paróquia Ortodoxa de São Lázaro e Santa Luzia convidam Vossa Senhoria e sua Exmª família para a solenidade de sagração presbiteral do diácono Selcio de Souza Silva, às 19:00h do dia 29 de novembro de 2009, na Igreja supracitada, na rua Dona Maria Galvão Pinheiro, qd 25, lt 1, Residencial Village Garavelo I, em Aparecida de Goiânia – GO.

 

Att,

Dom José Faustino Filho

Bispo diocesano

Pe Cristiano Lopes da Silva

Pároco

 

 

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20/10/09

Arcebispo da Igreja Sírio-Ortodoxa critica EUA

 15-10-2009

D. Saverius Hawa, Arcebispo da Igreja Sírio-ortodoxa de Bagdad, criticou duramente os EUA pela administração da capital iraquiana.

 
O Arcebispo declarou que a falta de electricidade em Bagdad esmagou a vida da cidade e colocou em perigo muitas vidas. “O povo está sufocando com temperaturas que beiram os 50 graus centígrados, sem telefone, sem trabalho, com penúria de alimento e de água, doenças e desordens”, referiu.

 
No final de uma visita de três semanas à Grã-Bretanha, o Arcebispo declarou que, mesmo quem defendia a invasão do Iraque pelas forças anglo-americanas, “perdeu a paciência.”
Encontrando-se com os cristãos da Inglaterra, D. Saverius Hawa ressaltou que a tomada de posição da Igreja da Inglaterra e das Igrejas ocidentais em geral, contra a agressão ao Iraque impediu um conflito entre muçulmanos e cristãos iraquianos.

 

Fonte: Agência Ecclesia.

criado por Diác. Celso Kallarrari    21:07:43 — Arquivado em: igreja tradicional, noticias

10/10/09

Maria, fonte de unidade para católicos e ortodoxos

A Igreja Grega Ortodoxa celebra hoje a Festa da Assunção de Maria. Em Jerusalém, cristãos ortodoxos e também católicos saem logo pela manhã em procissão rumo ao Sepulcro da Mãe de Deus. Qual a importância desse evento para os católicos brasileiros e de todo o mundo?

No Brasil é comum falar da divisão existente entre a Igreja Católica com as Comunidades eclesiais ( Protestantes ), o que alguns talvez não saibam é que há no seio do cristianismo uma grande divisão entre Oriente e Ocidente. Uma dessas Igrejas Orientais, com a qual houve divisão, é a Igreja Ortodoxa Grega.

Os chamados Grego-Ortodoxos possuem seu sacerdócio e seus sacramentos válidos, também amam a Virgem Maria e a reconhecem como a Mãe de Deus.

O túmulo de Maria está sob seus cuidados em Jerusalém. Como o calendário litúrgico utilizado por eles,  é diferente do utilizado pelos católicos, hoje celebram a Festa da Assunção de Nossa Senhora.

A festividade mobiliza a maior comunidade cristã da Terra Santa, mas também leva famílias católicas a saírem de suas casas para venerar a Virgem,  no local onde foi levada, de corpo e alma, para o céu.

Nesta manhã de quarta-feira, a Santa Missa celebrada pela comunidade Ortodoxa, reuniu gregos e também pessoas da comunidade local.

Segundo o papa João Paulo II em sua encíclica “Redemptoris Mater”, o povo de Deus caminha rumo à unidade:

“O Espírito suscita em todos os discípulos de Cristo o desejo e a acção em vista de que todos, segundo o modo estabelecido por Cristo, se unam pacificamente num só rebanho e sob um só pastor”.

A caminhada da Igreja, especialmente na nossa época, está marcada pelo sinal do Ecumenismo: os cristãos procuram as vias para reconstituir aquela unidade que Cristo invocava do Pai para os seus discípulos nas vésperas da sua paixão: “para que todos sejam uma coisa só. Assim como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

A unidade dos discípulos de Cristo, portanto, é um sinal influente para suscitar a fé do mundo; ao passo que a sua divisão constitui um escândalo”.

Ele ainda realça o amor pela Mãe de Deus, presente nas diversas Igrejas, como fonte de unidade:

“Desejo realçar, por outro lado, quanto a Igreja católica, a Igreja ortodoxa e as antigas Igrejas orientais se sentem profundamente unidas no amor e louvor à Theotókos. Não só “os dogmas fundamentais da fé cristã acerca da Trindade e do Verbo de Deus, que assumiu a carne da Virgem Maria, foram definidos nos Concílios ecuménicos celebrados no Oriente”, mas também no seu culto litúrgico “os Orientais exaltam com hinos esplêndidos Maria sempre Virgem … e Santíssima Mãe de Deus”.

Enfim, ao redor do Sepulcro de Maria, vemos que a esperança da Unidade entre os cristãos não se trata somente de um sonho e sim de uma realidade que está sendo construída.

Leandro César

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

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5/10/09

PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA

Deu-se início em janeiro deste ano, ao Processo de Aperfeiçoamento na Doutrina Cristã Ortodoxa.  

 

 

Na abertura oficial das comemorações ao ANO JUBILAR do qüinquagésimo aniversário da chegada do arcebispo + Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama ao Brasil; assumimos o desafio, como Igreja Missionária de Evangelização, nos adequar as determinações da Bula Patriarcal n. 128/83.

A Eparquia Ortodoxa de Goiânia – Diocese dos estados de Goiás e Tocantins, através de V. Exª Revmª Dom José Faustino Filho, bispo diocesano e Vice-Presidente da Igreja Missionária do Brasil, dá encaminhamento às decisões estabelecidas no XVI Sínodo Ortodoxo Nacional (XVI SON-08) realizado nos dias 22 a 24 de fevereiro de 2008 em Taguatinga-DF. Foi definida neste Sínodo uma Comissão de Formação do Clero Brasileiro de tradição Pré-Calcedoniana que realizará materiais e/ou subsídios de estudos ao clero brasileiro.

Nesta perspectiva a Igreja local ou Particular (diocese, vem do grego, “Diídisis”) convoca seu presbitério e/ou cristãos de boa vontade a participarem do PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA – PADCO. [...]   

 

 

Portanto, as vocações suscitadas no seio das comunidades ortodoxas de missão são frutos da mesma missão profética alavancada por + Mar Crisóstomo Moussa Matanos Salama. Não podemos perder estas vocações e não temos este direito, embora os afazeres pastorais no sobrecarreguem; pensamos que as diversas vocações representem um dom para a Igreja no Brasil, em especial, para padres e bispos. A base teórica trabalhada nestes centros de formação são as Sagradas Escrituras, a Tradição da Igreja Apostólica, as determinações Patriarcais e as orientações salutares deixadas por + Mar Crisóstomos Moussa Matanos Salama.

O objetivo deste estudo sistemático é tentar sugerir o que pode ou deve significar para a Igreja de Missão no Brasil, ou numa parte dela, as vocações com seu acolhimento, sua formação filosófico-teológica, humana e a colegialidade presbiteral. É interessante e de vital importância para a Igreja de hoje, aqui e alhures. [...] 

Galgamos para o primeiro fascículo intitulado: “Origens dos Seminários, Universidades e do Clero”, um veículo de aprendizagens nos mistérios da Fé Ortodoxa no início do Ano Jubilar [e estamos, no momento, no décimo fascículo].

O presente PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO NA DOUTRINA CRISTÃ ORTODOXA é o tempo favorável da graça de Deus.

Oxalá! Que Deus nos ouça!

 

Pe Roberto Demétrio da Silva Souza

Coordenador do PADCO

  

 

 

 

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26/7/09

S. S. Mar Ignatius Zakka I recebe os bispos da Igreja Missionária

No dia 14 de maio, quinta-feira, Sua Santidade, o Patriarca Inácio Zakka I Iwas recebe os bispos brasileiros Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho, juntamente com o delegado Patriarcal, Monsenhor Nakkoud. No diálogo, Mar Silwanus, Bispo de Homs e Hama, foi o interprete dos bispos brasileiros junto ao Patriarca, conforme foto acima e notícia publicada no site oficial da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia: http://www.syrian-orthodox.com/news.php?id=&st=30

 

por Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    20:07:09 — Arquivado em: igreja missionária, noticias

17/2/09

Pe. Cristiano recebe cruz peitoral das mãos de Dom Faustino

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Na celebração do quinquagésimo aniversário da chegada do arcebispo Crisóstomo Moussa Matanos Salama ao Brasil (+1996), dia 25 de janeiro de 2009, na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção e São Miguel Arcanjo, Setor Garavelo, Aparecida de Goiânia, o Pe. Cristiano Lopes da Silva, recebeu a cruz peitoral das mãos de nosso bispo diocesano Dom José Faustino Filho. Conforme a tradição da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, ela só é “dispensável” àquele que realmente tem se destacado no trabalho da Igreja. Certamente, o Bispo Diocesano Dom José Faustino Filho, em sua sapiência de pai bondoso e amoroso, depois de ouvido Dom Leolino Gomes Neto (Arcebispo do Distrito Federal e Presidente da Igreja Missionária no Brasil) soube dispensar a cruz a quem, de fato, tem “dispensado” grande parte do seu tempo ao trabalho da Missão Ortodoxa Siriana no Brasil. Que o Pe. Cristiano esteja sob as orações intercessórias de Dom Moussa Salama, missionário fundador da Missão Ortodoxa no Brasil, conforme Bula Patriarcal n. 128/83.

Felicitações!!!

SOBRE A CRUZ PEITORAL NA IGREJA SIRIAN ORTODOXA DE ANTIOQUIA:

“A cruz peitoral é usado pelos bispos e alguns sacerdotes da Igreja. Deve ser portada presa ao peito por um cordão ou corrente e é um símbolo de cargo de responsabilidade pública, significando o amor e devoção do portador pela Cruz de Cristo.

A Cruz Peitoral é outorgada por SS. o Patriarca da Cátedra de Antioquia ou pelo Bispo Diocesano sempre com autorização do Sumo Pontífice. (…)

O povo e o clero local assim como o Santo Sínodo tem o direito de apoiar ou recusar tal escolha desde que justificada. No entanto, normalmente a escolha Patriarcal coincide com a vontade popular e a do Santo Sínodo.

O sacerdote, por sua vez, apontado para usar a Cruz Peitoral deve distinguir-se pelo trabalho comunitário, desenvolvimento espiritual pessoal e buscar aprofundar seus conhecimentos religiosos; deve ser uma referência para os demais irmãos do clero e deve ter uma vida exemplar.

O portador da Cruz Peitoral tem o direito de presidir as cerimônias religiosas quando portando sempre sua Cruz Peitoral.

Nas cerimônias civis deve ser respeitado e seu cargo hierárquico pode ser comparado no Ocidente ao do Monsenhor, ou uma prelazia em formação, consequentemente sem jurisdição ainda definida.

Essencialmente a Cruz Peitoral pode ou não vir acompanhada de uma carta de representação patriarcal. A tradição da Igreja determina que o portador da Cruz Peitoral é o representante patriarcal nos assuntos religiosos na localidade, já nos assuntos legais civis locais precisa da carta de anuência patriarcal.

O bispo diocesano, por sua vez, com anuência do patriarca, pode distinguir um ou mais padres sob sua orientação para portarem a Cruz Peitoral, por exemplo no caso do Maior num Mosteiro ou Convento (Abade ou Abadessa), o diretor de um seminário ou escola, etc., mas é preciso que exista uma razão específica para tanto.

A Cruz Peitoral como se vê aumenta a responsabilidade do sacerdote tanto para com a sua comunidade como para com a Igreja em geral.

Reza a tradição da Igreja Sirian Ortodoxa que quando um sacerdote recebe a Cruz Peitoral, é convidado pelas famílias da coletividade local para abençõar seus lares com sua nova cruz.” (In. www.sirianort-santamaria.org.br).

Por Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    13:03:51 — Arquivado em: noticias, simbologia

25/10/08

Necessidade de frear êxodo de cristãos do Oriente

A presença cristã é necessária para o diálogo com o Islã, segundo o patriarca greco-melquita

Por Inma Álvarez

ROMA, sexta-feira, 24 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Se a Europa e os Estados Unidos querem instaurar um clima de paz no Oriente Próximo e combater o terrorismo, devem preocupar-se por manter viva a presença cristã nestas terras. Assim afirmou o patriarca greco-melquita de Antioquia, Sua Beatitude Gregório III Laham, em uma entrevista concedida ao L’Osservatore Romano e publicada em sua edição de hoje.

O patriarca afirma que o atual êxodo dos cristãos é «uma hemorragia que está enfraquecendo lentamente o povo da paz na terra da paz», especialmente na Terra Santa, mas também no Líbano, Jordânia, Síria, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes.

A difícil situação que os cristãos atravessam nestes países nos quais são minoria está se agravando, afirmou o prelado, «pelas ameaças cada vez mais fortes e os episódios de violência, que são cada vez mais freqüentes».

Se o êxodo continuar, afirma, «poderiam criar blocos separados e seria cada vez mais difícil falar de convivência entre uma Europa de maioria cristã, um mundo árabe totalmente islâmico e um pequeno território totalmente hebraico».

«Isso suporia verdadeiramente o risco de um choque de civilizações que não se conhecem, de culturas que não se falam, de religiões que não se respeitam reciprocamente».

Portanto, se os países ocidentais «quer em a paz e querem verdadeiramente pôr fim ao terrorismo, se querem manter uma relação construtiva com o mundo islâmico, devem preocupar-se por manter viva a presença, o testemunho da comunidade cristã nestas terras».

«Para evitar que o fundamentalismo cresça com o pretexto da pureza da fé e alimente o terrorismo, é preciso enfrentar o problema na raiz», acrescenta o patriarca Laham.

O prelado greco-melquita aproveitou sua presença em Roma pelo Sínodo para fazer um convite a todos os bispos para «que façam tudo o que puderem para pedir a paz em Jerusalém, como rezamos nos salmos».

«Paz para Jerusalém significa paz para o mundo todo, mas sobretudo que se permita aos cristãos que continuem dando seu testemunho no Oriente Próximo», um testemunho que o prelado define como maravilhoso.

O Sínodo, muito importante

Sua Beatitude Gregório III Laham alude também à sua experiência do Sínodo, e acrescentou que voltará à sua terra «mais rico» e desejoso de transmitir o vivido aos cristãos de seu país, mas «também aos muçulmanos: que Deus ama o mundo todo, que ama todos os homens».

Os cristãos do Oriente Próximo, acrescenta, devem fazer a Palavra de Deus chegar «a muçulmanos e a hebreus. Devemos encontrar caminhos que nos ajudem a fazer todos convergirem a um ponto de encontro. Esta é nossa missão».

Neste sentido, acrescentou, o Sínodo «evidenciou a necessidade do diálogo com o mundo hebraico e com o mundo islâmico, ainda que também houve reticência».

«Minha impressão de é que muitos bispos ainda n&ati lde;o têm muito presente a importância que o Islã está adquirindo no mundo, e que não se preocupam muito por conhecê-lo com mais profundidade», acrescenta.

O patriarca espera que deste Sínodo saia «uma Palavra forte, cheia de uma confiança e uma esperança renovada. A mensagem responde fielmente ao entusiasmo de Paulo, o Apóstolo sob cuja guia se pôs este Sínodo. Encontro nesta mensagem um grande poder para enfrentar o diálogo em sentido cristão com todos, na clareza da luz cristã, que é verdadeiramente a luz do mundo».

Fonte: Zenit

criado por Diác. Celso Kallarrari    12:51:09 — Arquivado em: noticias

Limitações à liberdade religiosa em 14 países

Segundo o «Informe 2008 sobre a Liberdade Religiosa no mundo», de Ajuda à Igreja que Sofre

Por Roberta Sciamplicotti

ROMA, sexta-feira, 24 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Segundo o «Informe 2008 sobre a Liberdade Religiosa no mundo», apresentado ontem pela organização católica Ajuda à Igreja que Sofre em Roma e em outras capitais européias, há 14 países do mundo nos quais existem «graves limitações legais à liberdade religiosa».

Estes países, a maioria asiáticos, são: Butão, China, Cuba, Irã, Coréia do Norte, Laos, Maldivas, Mianmar, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão , Turcomenistão e Iêmen.

O Informe classifica cinco situações em ordem de maior a menor gravidade: «graves limitações legais à liberdade religiosa», «limitações legais à liberdade religiosa», «episódios de repressão legal», «violência de intolerância social» e «conflitos locais».

Na China, explica o informe, as religiões que recebem ajuda, financiamento e apoio são o confucionismo (uma doutrina moral, mais que uma religião), o budismo e o taoísmo.

A Igreja Católica é «uma só», porque tanto os católicos «subterrâneos» (não reconhecidos pelo governo) como os oficiais (reconhecidos pelo governo), estão unidos à Santa Sé. É objeto de numerosas discriminações, e com freqüência seus presbíteros e bispos são presos.

As comunidades religiosas de Taiwan gozam, ao contrário, de plena liberdade religiosa. «As relações diplomáticas com Taiwan – recorda AIS – são freqüentemente citadas e criticadas pela República Popular Chinesa como um dos dois obstáculos para as relações diplomáticas entre Pequim e Santa Sé.»

Em Cuba, a Constituição de 1976 proclama, de fato, o ateísmo do Estado, ainda que a visita de João Paulo II à ilha caribenha em 1998 represente «o princípio de uma abertura e de um degelo parcial».

As restrições à liberdade religiosa «contribuem para empobrecer a presença dos jovens entre os fiéis católicos e fazer que, inclusive entre os praticantes, o nível de apoio &agra ve;s medidas morais, como a oposição ao aborto e ao divórcio, ou o gesto de casar-se na Igreja, não sejam seguidos nem sequer pela metade da população».

Apesar disso, na Semana Santa de 2006 se permitiu a alguns bispos que transmitissem uma mensagem de 12 minutos; era a primeira vez, em 46 anos de governo comunista, que acontecia algo parecido.

Uma situação de discriminação religiosa se encontra também no Irã, onde o Islã xiita se identifica com a estrutura do Estado.

Entre as minorias religiosas presentes no país, o Estado islâmico reconhece apenas os cristãos, hebreus e seguidores de Zoroastro. Algumas minorias – sunitas, baha’i, etc. – sofrem de fato discriminação e, com freqüência, violências, enquanto outras – como budistas e hindus – não são reconhecidas, e vivem em uma total precariedade jurídica, ainda que não sejam objeto de violência.

A Igreja Católica, tanto oriental (armênia e caldéia) como latina, goza de certa liberdade de culto, porque tem igrejas onde reunir-se e ritos nos quais participar, mas sua não pode se expressar fé «fora destes lugares e fora de suas comunidades». Proíbe-se qualquer ação missionária, «tachada como proselitismo», e toda expressão pública.

«Ainda que o presidente Ahmadinejad afirme que a minoria cristã ‘goza de direitos iguais’, as comunidades se reduzem a minorias étnicas guetizadas», denuncia AIS.

O problema mais grave, contudo, é com relação aos convertidos ao Islã, «ilegais» de fato. São muçulmanos convertidos à fé cristã ou cristãos «arrependidos», que voltam à fé de suas origens após ter-se convertido formalmente ao Islã (no caso de um matrimônio misto), ou são filhos de casais islâmico-cristãos. Freqüentemente devem esconder sua nova fé inclusive à família, ou devem migrar para poder torná-la pública. A apostasia se condena com a morte, imposta geralmente pelos próprios parentes do convertido.

Na Coréia do Norte se permite apenas o culto ao líder Kim Jong-Il e ao seu pai, Kim Il-Sung.

O regime impõe aos fiéis o registro em organizações controladas pelo Partido, e desde sua instauração em 1953 desapareceram cerca de 300 mil cristãos; e já não há sacerdotes nem religiosas, talvez assassinados durante as perseguições. Atualmente, cerca de 80 mil pessoas estã o reclusas em campos de trabalho e submetidas à fome, tortura e inclusive à morte.

Em Mianmar, denuncia AIS, a situação da liberdade religiosa e dos direitos humanos em 2007 sofreu uma piora.

«Entre agosto e setembro, monges budistas se puseram à cabeça de um movimento pacífico contra os abusos e as políticas repressivas do regime militar que rege o país desde 1962 com rigidez. Seguindo os monges, milhares de cidadãos foram às ruas e no final de setembro o Conselho, não podendo tolerar mais, iniciou uma feroz repressão que afetou sobretudo os mosteiros budistas.»

A liberdade religiosa está também gravemente comprometida na Nigéria, onde, entre os atos de intolerância e discriminação religiosa com relação às diversas comunidades cristãs, existem falsas acusações de blasfêmia contra o Islã, raptos e conversões forçadas de adolescentes, especialmente meninas, discriminação contra os cristãos na hora de ter acesso a empregos públicos ou de receber serviços públicos, intimidações e ameaças de morte aos muçulmanos que se convertem ao cristianismo.

Isso acontece também na Arábia Saudita, onde a política religiosa prende membros dos grupos minoritários, a quem liberta apenas após ter assinado um documento no qual renegam sua fé; e no Sudão, onde a apostasia é castigada com a morte.

Fonte: Zenit

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17/10/08

923 milhões de famintos: mundo desperdiça comida

 
Cáritas apóia a campanha «Direito à alimentação. Urgente»

MADRI, quinta-feira, 16 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, celebrado hoje, a Campanha «Direito à alimentação. Urgente» denuncia que 923 milhões de pessoas passam fome e desnutrição em todo o mundo.
São 75 milhões a mais que no ano passado, apesar de que o mundo é mais rico que nunca e que as colheitas de 2007 bateram recordes, segundo denuncia a Cáritas Espanha em um comunicado recebido pela Zenit.

O número de pessoas famintas passou, no último ano, de 854 milhões a 923 milhões, explica o informe.

Por trás deste aumento está a subida do preço dos ali mentos, que foi, em média, de 52% entre 2007 e 2008. Alguns produtos básicos como o arroz sofreram um aumento de mais de 200%.

O aumento dos preços dos alimentos não se deve à falta de produção, nem à redução das colheitas pela mudança climática ou à influência dos agro-combustíveis: as colheitas de 2007 bateram recordes enquanto a produção de combustíveis de origem vegetal compete com a de produtos alimentícios no uso dos recursos – água, terra, sementes –, mas não provoca o descenso da produção.

A causa do aumento de preços, portanto, deve ser buscada nas políticas agrárias das últimas décadas, centradas na rentabilidade comercial dos alimentos, ao invés de garantir o direito à alimentação, e na especulação financ eira em mercados de futuro e fundos de investimento com os produtos alimentícios, afirma a Cáritas.

Graças às receitas das instituições financeiras como o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional, nos anos 80 a agricultura deixou de ser uma prioridade para a maioria dos países em desenvolvimento, que abandonaram os cultivos orientados à alimentação da população visando à produção destinada à exportação, explica a instituição de caridade católica.

Os países industrializados, enquanto isso, aprovavam programas milionários de subsídios agrários para sua agricultura, o que permitia a comercialização de seus produtos a preços mais baratos. Países que historicamente eram produtores de alimentos se converteram em importadores de alimentos subsidiados, o que, unido à falta de investimento em tecnologia, sistemas de marcas, capacitação, infra-estruturas… terminou por fundir as agriculturas locais.

Especulação com alimentos

Nos últimos anos, a instabilidade financeira das Bolsas internacionais dirigiu os investimentos de novo para as matérias-primas, que se converteram em valores seguros com os quais especular. Para protegê-los, foram colocadas em andamento medidas como a restrição das exportações, e o produto circulante se reduziu cada vez mais diante da mesma demanda e, portanto, os preços aumentaram, explica a Cáritas.

«Quando três de cada quatro pessoas que passam fome, 75% dos famintos, são trabalhadores do mundo rural, ou seja, produtores de alimentos, e geram alimentos para o dobro de habitantes que atualmente há no planeta, evidencia-se que a violação do dir eito à alimentação é um problema de acesso aos produtos e recursos suficientes e adequados para satisfazer as necessidades alimentares de todos os habitantes do planeta.»

Recomendações

Nesta situação, a campanha «Direito à alimentação. Urgente», apoiada pela Cáritas, faz estas recomendações:

Países com crescimento econômico sustentável não conseguiram melhorar seus dados de desnutrição porque lutar contra a pobreza não implica necessariamente lutar contra a fome. Enfrentar a violação do direito humano fundamental à alimentação requer medidas específicas, que devem ser tomadas no âmbito jurídico e político dos direitos humanos.

A crise alimentar deve ser vista como uma oportunidade para examinar a situação alimentar mundial, fazer um diagnóstico em um contexto de mudança climática e crescimento demográfico importante e, a partir daí, estabelecer um «mapa» desde a soberania alimentar, que inclua as dimensões social, política, ambiental e nutricional da alimentação.

Ainda que a FAO identifique a bioenergia e a mudança climática como os principais desafios que a segurança alimentar mundial enfrenta, o desafio está em decidir o que, para que, para quem e como se quer produzir. O resto são circunstâncias a enfrentar, como foram outras no passado.

Fonte: Zenit

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14/9/08

Manuscritos do Mar Morto na Internet

 

O Departamento para a Antigüidade de Israel apresentou o projeto que vai permitir aos estudiosos e ao público em geral de acessar, via internet, os Manuscritos do Mar Morto e os documentos relativos. Eles serão fotografados e com técnicas avançadas, desenvolvidas por cientistas da NASA, serão digitalizados.

A responsável pela conservação dos manuscritos, Pnina Shor, afirmou que “os rótulos são patrimônio da humanidade e pensamos que seja nosso dever fazer com que todos possam ter acesso a eles”.

Os manuscritos são do período que vai do III século antes de Cristo ao I depois de Cristo. Trata-se de uma verdadeira biblioteca que tem contexto o judaísmo e o cristianismo nascente. Foram descoberbos a partir da década de 40, por pastores no deserto próximo ao Mar Morto. Contém parte do Antigo Testamento além de outros textos que não estão na Bíblia.

Durante 35 anos o estudo desse material esteve monopolizado por um grupo de 10 espertos. Há alguns textos cumpridos, mas a coleção é composta de muitos fragmentos (12 mil) Tudo está conservado no Museu de Israel. Em 2001 foi completada a publicação de todo o material.

Uma das razões do projeto é o perigo de deteriorização do material. De fato, no deserto os manuscritos se conservaram bem por quase 2 mil anos, mas agora, fora daquelas condições, já mostram qualquer sinal de estrago.

Na década de 50 os manuscritos foram fotografados, mas desde então a progresso trouxe técnicas excelentes que ajudarão a fazer fotografias perfeitas.

 

Fonte: (www.abiblia.org).

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