Fé Ortodoxa - Una, Santa, Católica e Apostólica

[Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil] Diocese dos estados de Goiás e Tocantins.

2/9/09

Apresentação dos bispos Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho

Apresentação dos bispos da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia Missionária do Brasil pelo Mons. Antonio NakKoud, delegado patriarcal da Igreja Missionária do Brasil. Homs, maio de 2009.

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Santa Missa em português e siríaco em Homs, Síria

Dom José Faustino Filho - leitura do evangelho em português - Catedral de Homs - Síria, maio de 2009.

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Celebração Eucarística na Catedral de Homs - Síria

Em maio de 2009, pela primeira vez na história, dois bispos brasileiros (Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho) concelebram na Catedral de Homs. A Santa Missa foi concelebrada parte em português e parte em siríaco.

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Pronunciamento de Dom Faustino Filho

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PRONUNCIAMENTO DO EXMO DOM

JOSÉ FAUSTINO FILHO A SUA SANTIDADE, O PATRIARCA IGNATIUS ZAKKA I IWAS, NA CATEDRAL SIRÍACA ORTODOXA DE ANTIOQUIA, POR OCASIÃO DA VISITA DA DELEGAÇÃO DA IGREJA MISSIONÁRIA DE EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL. 

Em nome da “Igreja Missionária de Evangelização do Brasil”, saúdo: Vossa Santidade Ignatius Zakka I, chefe supremo da Santa Igreja Siríaca Ortodoxa no mundo, saúdo o Exmo arcebispo Silwanos Bouttros Alneme. Na sua pessoa, saúdo os demais bispos. Saúdo o Digníssimo Mons. Antônio Jorge Nakkoud. E, na sua pessoa, saúdo os demais padres presentes.

Santidade,

Ainda estamos de pé sobre o mundo para gritar que Deus “É”, que Jesus Cristo vive e que a Igreja é Mãe e Mestra. “A nossa glória é testemunha de nossa consciência, que temos vivido no mundo e, especialmente entre vós, em simplicidade e sinceridade perante Deus, não em sabedoria carnal, mas com a graça de Deus” (2 Cor. 1, 12-13).

Em nossa caminhada como Igreja de Missão, temos sofrido muito, mas não desanimamos porque conhecemos o caminho percorrido por Jesus Cristo, sempre amparados e protegidos pela Santíssima Virgem Maria, a Theotókos. 

Precisamos ser submissos como Jesus foi submisso, tornando-se frente da nossa salvação mediante a obediência.

A coragem inunda a nossa vida duma inefável sensação de bem-aventurança e segurança. A sintonização entre Deus e nós é efetivada por Ele pela docilidade ao Espírito Santo quando nos colocamos sob à sua luz preciosa.

Sua Beatitude Aram I, quando esteve no Brasil, em 2006, como moderador da 9ª Assembléia Geral do Conselho Mundial das Igrejas, fez a seguinte exortação: “A Igreja deve tornar-se uma comunidade de todos para todos. [...] Uma Igreja dividida não pode ser um testemunho credível em um mundo fragmentado. [...] A Igreja não pode confinar-se em suas muralhas”.

Santidade, a sociedade brasileira é extremamente difícil de ser analisada e, no mundo contemporâneo, encontra-se em constante mudança e transformação. Quanto à religião, há um catolicismo ibérico, que é diferente do catolicismo romano, alemão ou francês. E, sui generis, cheio de festas de santos, de crenças paralelas ao catolicismo, mas sancionadas, de certo modo, pela fé católica romana. De fato, é um catolicismo fragmentado.

A inserção Siríaca Ortodoxa para o povo brasileiro, feita pelo Arcebispo Mar Crisóstomos Salama, tem a intenção de conquistar parte da sociedade não satisfeita com o catolicismo acima citado. Para isso, ele traduziu os rituais da missa, batismo, crisma, matrimônio, exéquias, dentre outros documentos litúrgicos, mantendo, todavia, a essência principal da fé ortodoxa para uma autêntica inculturação brasileira.

De acordo com as leis brasileiras, a Igreja Missionária está legalmente constituída em 15 estados. Falta-nos, portanto, a homologação de Vossa Santidade, a fim de confirmar a legitimidade, a vitalidade e a originalidade da Igreja Missionária de Evangelização no Brasil, fazendo jus as Bulas Patriarcais n.º 128/1983 e n.º 245/1988.

Nossa Igreja Missionária, iniciada em 1983, vem se expandindo como nos tempos apostólicos, em pequenas e grandes comunidades; contudo, com muita desigualdade.

O texto de Hebreus 5, 8 nos diz que a obediência do Senhor Jesus foi aprendida por meio do sofrimento. O sofrimento trouxe a Ele obediência verdadeira. Certamente, a submissão é encontrada quando, apesar do sofrimento, ainda há obediência. A utilidade do homem não está em ele sofrer ou não, mas em aprender a obediência ao sofrer. Somente aqueles que são obedientes a Deus são úteis. Se o coração não for amolecido, o sofrimento não desaparecerá, pois “É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal” (I Pe 3, 17).

A salvação não somente nos traz alegria; traz, necessariamente, a submissão. Se um homem vive apenas alegria, o que ele experiencia não será abundante. Somente os submissos experimentarão a plenitude da salvação.

Santidade, a autoridade espiritual não vem por intermédio da capacidade humana. Antes ela vem pela escolha de Deus. Vossa Santidade é um escolhido de Deus para apascentar o rebanho constituído por seu filho Jesus Cristo, adquirido pela sua obediência. Sua autoridade é a autoridade do próprio Deus. Ela não pode, pois, ser violada. Qualquer um que fale contra a sua autoridade fala contra a escolha de Deus.

Hoje, mais do que nunca, através da sua autoridade, a Igreja Missionária precisa submeter-se a autoridade de Deus, a fim de que permaneçamos unidos à videira e o reino de Deus seja manifestado em sua plenitude. Doutra sorte, como pode o reino de Deus ser manifestado? Se discutirmos e argumentarmos uns com os outros, como o reino de Deus pode vir? Temos atrasado a Deus. Devemos libertar-nos de toda desobediência para que Deus tenha o caminho desimpedido. Quando a Igreja se submete à autoridade divina, as nações, por sua vez, se submeterão. Por isso, a Igreja carrega uma grande e pesada responsabilidade. Quando a vida de Deus, sua vontade e suas ordens forem executadas na Igreja, o reino virá. Se todos tomarem o caminho da submissão, os fatos gloriosos serão revelados diante dos nossos olhos.

Até o presente momento, temos atingido grande parte de nossas metas. Porém, falta-nos ainda atingir alguns pontos que precisam ser indicados por Vossa Santidade ou por preposto por vós indicado para nos acompanhar.

Tudo que fizemos até agora foi procurando acertar, uma vez que “a ninguém damos motivo de escândalo, para que nosso ministério não seja criticado” (2 Cor 6, 3). As nossas experiências Missionárias têm nos demonstrado, ao longo desses anos, que é preciso que uma Igreja Universal, em terras estrangeiras, passe pelo processo de inculturação, sem, contudo, perder, na diversidade das culturas, a originalidade e autenticidade da nossa tradição e fé ortodoxa.

 Para a reflexão pascoal desse ano, escolhemos esta reflexão: “A Igreja do desafio, juntos redescobrindo a Tradição” como forma de reavaliação de nossa caminhada e redescoberta das raízes da nossa fé cristã, a partir de estudos sistemáticos e vida de oração. Dessa forma, esperamos uma nova ressurreição do Cristo em nossos corações, a fim de que, unidos, numa só mesa, reconheçamos Jesus que parte o pão conosco (Lc 24, 30). Sendo assim, “(…) os seus descendentes não poderão dizer aos nossos: ‘Vocês não têm parte com o Senhor’” (Js 22, 27b).

Enfim, nós, aqui legitimamente presentes, pedimos a Vossa Santidade que, em seu amor paternal, acolha-nos no seio maternal da Santa Igreja de Cristo e volva-nos seu olhar com bênçãos para nós e para aqueles que também, legitimamente, encontram-se ausentes, seus filhos adotivos da “Igreja Missionária de Evangelização do Brasil”, resultado da ação eficaz do Espírito Santo.

 

Deus guarde e proteja Vossa Santidade.

 

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Santo Agostinho, ponto de união entre católicos e ortodoxos

Santo Agostinho, ponto de união entre católicos e ortodoxos, afirma Papa

Palavras a um Simpósio Intercristão

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI se dirigiu nesta quarta-feira, ao concluir a audiência geral, a um grupo composto por católicos e ortodoxos, a quem desejou que a reflexão comum sobre Santo Agostinho ajude no diálogo ecumênico. 

O Papa, grande admirador do santo de Hipona, dirigiu-se aos participantes do Simpósio Intercristão promovido pela Pontifícia Universidade Antonianum e pela Universidade Aristoteles de Tessalônica.

O Santo Padre desejou “que a reflexão comum entre católicos e ortodoxos sobre a figura de Santo Agostinho possa reforçar o caminho para a comunhão plena”. 

Fonte: Zenit

criado por Diác. Celso Kallarrari    20:13:37 — Arquivado em: ecumenismo

5/8/09

BULA PATRIARCAL n. 300/24-05-2009

 

 

EM NOME DE DEUS ETERNO E ONIPOTENTE

IGNÁTIUS 1º IWAS, PATRIARCA DE ANTIOQUIA, TODO ORIENTE E SUPREMO CHEFE DA IGREJA SÍRIAN ORTODOXA.

 

 

Enviamos aos nossos amados e estimados filhos espirituais, clero e demais membros leigos da nossa Igreja (Missionária) Sírian Ortodoxa no Brasil, a nossa bênção Apostólica, munida de preces, pela paz e bem-estar de todos. Que a Providência Divina vos proteja, pela Santa intercessão de Nossa Senhora Virgem Maria, São Pedro, o líder dos apóstolos, com os demais Santos e Mártires. Amém!

        Com imensa alegria, recebemos nos dias 15 e 16 de Maio do ano de 2009, na nossa Sé Apostólica e patriarcal. No Mosteiro de Santo Afrém Sírio, em Maarat Saydanaia, uma delegação da nossa Igreja Missionária no Brasil, formada por dezoito pessoas entre religiosos e leigos, liderada pelas Eminências: Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho, acompanhada pelo nosso Delegado Patriarcal da Igreja no Brasil, o Mons. Antonio Nakkoud, e nosso Legado Apostólico para a nossa Igreja Missionária do Brasil.

        Neste encontro, tratamos sobre a expansão da Igreja Missionária no Brasil, desde o ano de sua fundação 1983 até o presente momento, seu zelo pelas tradições da nossa Igreja Sírian Ortodoxa, sua fidelidade canônica a nossa Cátedra Petrina e seu amor a nossa língua oficial da Igreja, o Aramaico.

        E declaramos pela nossa autoridade Apostólica, na qualidade de Patriarca de Antioquia, todo Oriente, supremo chefe da Igreja Sírian Ortodoxa e Pai de todos os siríacos Ortodoxos no mundo, a legitimidade da nossa Igreja Missionária no Brasil, aprovamos a sua caminhada de fé, e nomeamos os nossos bispos Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho para pastorear e administrar a nossa Igreja Missionária Sírian Ortodoxa no Brasil, com o apoio e ajuda do nosso Legado Apostólico, o Mons. Antônio Nakkoud.

        Todos devem estar ligados com obediência total a mim, Mar Ignátius Zakka 1º Iwas, o atual Patriarca da Sé Antioquina e com meus sucessores, nos assuntos que dizem respeito aos assuntos espirituais, eclesiásticos e administrativos da nossa Igreja Missionária do Brasil.

        Que Deus vos ajude a cumprirem os seus deveres, de zelarem pelas nossas tradições e de respeitarem a nossa hierarquia, nossas leis e nossa organização. Vos recomendamos ainda que sejam unidos para a glória de Deus, e para o bem-estar da nossa Igreja Missionária no Brasil. Ao finalizar, oremos para que Deus conceda ao Brasil a paz e a prosperidade.

        Nada mais a tratar. Que a graça de Deus esteja convosco. Pai Nosso…

 

Emitida na nossa Sé Patriarcal.

24 de Maio de 2009, Damasco-Síria.

São 29 anos da nossa posse apostólica.

 

 

 

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    19:48:54 — Arquivado em: bulas patriarcais

26/7/09

S. S. Mar Ignatius Zakka I recebe os bispos da Igreja Missionária

No dia 14 de maio, quinta-feira, Sua Santidade, o Patriarca Inácio Zakka I Iwas recebe os bispos brasileiros Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho, juntamente com o delegado Patriarcal, Monsenhor Nakkoud. No diálogo, Mar Silwanus, Bispo de Homs e Hama, foi o interprete dos bispos brasileiros junto ao Patriarca, conforme foto acima e notícia publicada no site oficial da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia: http://www.syrian-orthodox.com/news.php?id=&st=30

 

por Celso Kallarrari

criado por Diác. Celso Kallarrari    20:07:09 — Arquivado em: igreja missionária, noticias

17/7/09

Homenagem ao cinquentenário de Mar Crisóstomo

 

 

 A Voz do Pastor.

             “Então podemos anunciar o evangelho a outras regiões além daquelas onde vocês moram. Isso sem entrar em capôs de outras pessoas, para não nos orgulharmos do trabalho feito por elas” (II Cor. 10, 16).

 Caríssimos,

 A vós, graça e paz da parte de Deus Pai e daquele que ressurgiu dentre os mortos, Jesus Cristo!

 Mar Crisóstomos, o sonho ainda não acabou.

Alguns homens sonham na vida e outros vivem a vida sonhando na esperança de que seus sonhos se transformem em realidade e venham a florescer uma sociedade mais justa e mais igualitária.

Trinta e sete anos, anunciando a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia. Trinta e sete anos evangelizando o povo brasileiro. Trinta e sete anos de sonhos realizados e de tantos outros que ainda se realizarão. Trinta e sete anos denunciando as injustiças pela falta do amor pregado por Cristo.  Trinta e sete anos sendo a voz daqueles que não conhecem a verdadeira ortodoxia. Trinta e sete anos de sonhadores, como Mar Crisóstomos; os patriarcas Ighnatios Ya’qoub III (in memoriam), Yghnatios Zakkaai I (gloriosamente reinante) e tantos outros que, no anonimato, sonham o sonho que Mar Crisóstomos sempre sonhou. São sonhos misturados a risos e lágrimas. São sonhos semeados entre os espinhos e as flores. São sonhos muitas vezes interrompidos pelo pesadelo cruel dos homens que nunca aprenderam a sonhar os sonhos dos justos.

Desde 25 de Janeiro de 1959, os sonhos existem, continuaram e ainda continuam na Igreja Católica Ortodoxa Siriana – Missionária de Evangelização do Brasil. Desde 1988, particularmente, aprendi a sonhar com o amigo e irmão Dom Leolino Gomes Neto, veterano líder comunitário-religioso que, por diversas vezes, agarrado a sua mão, dirigíamos até a sede da Igreja em Belo Horizonte e éramos, naquele contexto, sempre bem recebidos por Mar Crisóstomos e demais integrantes daquela Igreja. Nessas reuniões, Mar Crisóstomos expunha seus sonhos na esperança de ver o progresso de suas comunidades (Igrejas) e melhor qualidade de vida.

A Igreja Missionária continua sendo essa classe de sonhadores, onde todas as classes sociais têm o seu espaço, desde o mais humilde líder até o mais abastado intelectual. Ser, pois, missionário no Brasil ainda é uma utopia vivida por poucos religiosos (não católicos romanos), a exemplo de Mar Crisóstomos, uma vez que a Igreja tem que “ter mãos que afagam e mãos que corrigem”; saber a hora de falar e a de parar de falar. O missionário autêntico tem que ser um visionário que está muito à frente do tempo como esteve Ighnatios Ya’qoub III, Mar Crisóstomos e como está S. S. o Patriarca Ighnatios Zakkai I. A Igreja Missionária de Evangelização do Brasil não parou no tempo das linguagens obsoletas e dos discursos ultrapassados.

Ao longo de sua existência, a Igreja Missionária tem se evoluído cada vez mais, dando espaço e vez a todos, especialmente a sonhadores cujos sonhos viviam na introspecção limitados de um aprendizado cristão para compartilharem suas idéias, suas angústias e suas mais profundas reflexões. Na caminhada da Igreja Missionária, esses sonhadores encontraram o espaço desejado, por exemplo, nas celebrações, nas pregações, na Tradição da Igreja (Siríaca Ortodoxa), sem tolher, todavia, a liberdade de opinião de cada novo convertido, deixando que a própria opinião pública faça o julgamento.

Mar Crisóstomo, o sonho ainda não acabou. Muitos ainda são dependentes e carentes dos seus sonhos. Ainda existem líderes encastelados, achando que são “deuses imortais”. Ainda existem homens medíocres que, usando de uma autoridade efêmera, são capazes de fecharem missões (como tentaram fazer com a Igreja Católica Ortodoxa Siriana – Missionária de Evangelização) quando estas não estejam conforme seu querer. Ainda existem aqueles que odeiam a verdade e têm o prazer em propagar a mentira.

Os sonhos de idealistas se eternizam em obras duradouras. Os apóstolos Pedro e Paulo, Santo Inácio de Antioquia, Santo Efrém, o Patriarca Ighnatios Ya’qoub III, Mar Crisóstomos e tantos outros foram os sonhadores dos maiores projetos para a Igreja de Cristo no mundo. São eternamente lembrados por suas bravuras. Há 50 anos, a Igreja Missionária de Evangelização sonha em ser mensageira do Evangelho de Jesus Cristo numa sociedade em que prevaleça a paz. É por isso que escolhemos como tema de reflexão pascoal deste ano “A Igreja do desafio, juntos redescobrindo a Tradição”.

Feliz Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo a toda a família da Igreja Missionária de Evangelização do Brasil.

Graças sejam dadas a Deus pelo seu dom inefável.

 

Dom José Faustino Filho

Vice-Presidente da Igreja Missionária e Bispo Diocesano dos estados de Goiás e Tocantins.

 

 

 

 

 

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    18:53:19 — Arquivado em: a voz do pastor

25/2/09

INCÍCLICA PATRIARCAL QUARESMA 2009

 

 

Em nome do auto-existente, sempiterno, de necessária existência…
O Todo-poderoso,
Ignatius Zakka I Iwas, Patriarca da Santa Sé de Antioquia e de todo o Oriente,
Chefe supremo e universal da
IGREJA SIRIACA ORTODOXA
Em todo o mundo.

“O SACRAMENTO DO SACERDÓCIO”
Escreveu o apóstolo Paulo: E nenhum usurpa para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Aarão. (Hebreus 5:4)


Oferecemos bênçãos apostólicas, orações benevolentes, e saudações no Senhor aos nossos irmãos, Sua Beatitude Mar Basílio Thomas I, Católico da Índia, suas eminências os metropolitas, bispos, aos nossos filhos espirituais os veneráveis sacerdotes, os devotos monges, às freiras e diáconos e a todo o nosso abençoado povo siríaco-ortodoxo. Que a Divina Providência os envolva através das orações da Virgem Maria, Mãe de Deus e São Pedro o chefe dos apóstolos e de todos os mártires e santos, amém.
Meus amados:
Oramos para que estejam todos bem de saúde e espírito, estendemos a todos nossa benção apostólica e orações benevolentes dizendo:
O santo sacramento do sacerdócio é uma dádiva divina que Deus confere às pessoas por Ele escolhidas dentre os fiéis. Ele chama e elas respondem ao seu chamamento dedicando suas vidas servindo-O e recebem a ordenação canônica legítima através do trabalho e poder do Espírito Santo. Assim alcançam tais pessoas tal autoridade que as distingue das demais voltadas para o trabalho e a administração da Igreja (Mt. 10:1-15, Lc. 10:1-12) de acordo com o nível de autoridade a elas outorgado, garantindo assim o ministério dos santos sacramentos àqueles que os merecem; ou sejam: o batismo, confirmação (crisma), perdão aos arrependidos, afastar os ofensores e os heréticos não arrependidos, prática das orações, guiando e pastoreando o rebanho de fiéis. (Jô 20:21, At. 20, 1Pdr 5)
Em verdade quando o Senhor Jesus estava cumprindo sua divina missão terrena, escolheu doze apóstolos e setenta discípulos para serem os despenseiros dos seus mistérios (1Cor. 4:1). Ele os convocou para a prestação do serviço religioso sacramentos eclesiásticos (Lc. 6:13). Com respeito a isto, lemos no Santo Evangelho de Lucas, “e quando foi dia, chamou os seus discípulos: e escolheu entre eles doze que chamou Apóstolos” (Lc. 6:13). “E chegando Jesus lhes falou, dizendo: Tem-se-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai todas as gentes: batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”(Mt. 28: 18-19). “E Lhes disse segunda vez: Paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou a mim, eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras assoprou sobre eles: e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo: aos que vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aos que vós os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo. 20: 21-23). De acordo com os ensinamentos dos santos padres, o Senhor ordenou seus discípulos como bispos quando “depois os levou fora até Betania; e levantando suas mãos abençoou-os. E aconteceu que enquanto os abençoava se ausentou deles, e era elevado ao céu” (Lc. 24: 50-51). Com base na ordenação, o bispo recebe autoridade para ensinar, absolver, consagrar, pastorear e julgar. O Senhor estabeleceu o sacramento do sacerdócio logo depois de declarar o estabelecimento da Igreja segundo a confissão de Pedro que Ele é o “Filho do Deus Vivo” e disse a Pedro: “Bem-aventurado és Simão filho de João, porque não foi a carne e sangue quem to revelou, mas sim meu Pai que está nos céus… Também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e, tudo que desatares sobre a terra, será também desatado nos céus” (Mt. 16: 17-19). Os apóstolos observaram este mandamento em todas as cidades. O livro dos Atos dos Apóstolos registra: “A tempo porem que eles ofereciam o sacrifício ao Senhor e jejuavam, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me a Saulo e a Barnabé para a obra a que eu os hei destinado. Depois que jejuaram e oraram, e lhes impuseram as mãos, os despediram” (At. 13:2-3). Também lemos sobre sua escolha de sacerdotes para levar adiante os trabalhos da Igreja como mencionado no livro dos Atos sobre Paulo e Barnabé: “E tendo eles pregado o Evangelho àquela cidade, e ensinado a muitos, voltaram para Listra e Iconia e Antioquia, confirmando os corações dos discípulos, e exortando-os a perseverar na Fé: e que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. Por fim, tendo-lhes ordenado em cada igreja seus presbíteros e feito orações com jejuns, os deixaram encomendados ao Senhor, em quem tinham crido” (At. 14: 20-22). O apóstolo Paulo urge seu discípulo Timóteo a ordenar sacerdotes dizendo: “Não desprezes a graça que há em ti, que te foi dada por profecia pela imposição das mãos do Conselho de Presbíteros” (1Tim 4:14). O apóstolo Paulo escreveu também a Tito estabelecendo as qualidades que os sacerdotes devem ter dizendo: “Tu porem, fala o que convém à sã doutrina. Ensina aos anciões que sejam sóbrios, honestos, prudentes, sãos na fé, na caridade, na paciência (Tt. 2: 1-2). Paulo fala ainda do sacerdócio na sua epistola aos hebreus: “e nenhum usurpa para si esta honra, senão o que é chamado por Deus como Aarão” (Heb. 5:4) e ele também disse: “e assim a vários pôs Deus na Igreja, primeiramente os apóstolos, secundariamente os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que tem a virtude de obrar milagres, depois os que tem a graça de curar doenças, os que tem o dom de assistir a seus irmãos, os que tem o dom de governar, os que tem o dom de falar diversas línguas, os que tem o dom de as interpretar” (1Cor. 12:28). Nos nossos dias os bispos são os sucessores dos apóstolos. Eles obtiveram sua autoridade através da imposição das mãos de seus predecessores. Escolheram sacerdotes em todas as igrejas e isso continuou ininterruptamente até nossos dias.
Com relação a isso, o apóstolo Paulo escreve: “e guardando o que me ouviste da minha boca diante de muitas testemunhas, entrega-o a homens fiéis que sejam capazes de instruir também a outros” (2Tim. 2).
Na nossa Igreja temos três níveis no sacerdócio claramente apresentados no Santo Evangelho:
1 - Bispos: significando administrador, o pastor espiritual geral. Relaciona-se com os líderes maior e menor autoridade e relações administrativa. Consiste de três categorias: Patriarca, Metropolita e Bispo.
2 - Sacerdotes: (At. 14:23 & Tt. 15) o monge-padre (Raban) e o arcipreste (Khuri), formalmente ordenados como assistentes do bispo no interior dos países. Atualmente são os sacerdotes chefes de determinada igreja ou arquidiocese. Segue a ordem dos sacerdotes que em geral celebram os santos sacramentos e todos os serviços espirituais exceto os de exclusividade poder dos bispos, tal como, ordenações de sacerdotes e diáconos, e, indicação de pessoal na arquidiocese.É bom notar que:

 

Primeiro estes três níveis existem no sacerdócio do Velho Testamento, ou sejam sumos-sacerdotes, sacerdotes e levitas.

Segundo: estes três níveis simbolizam os três níveis de anjos mencionados por São Clemente de Alexandria: “a ordem dos bispos, padres e diáconos simbolizam a gloria dos anjos”.

Terceiro: Abaixo de cada uma das três categorias existem três outras formando o total das nove categorias celestiais.

3 - O Diaconato ou servir a Deus (At. 6:6 & 1Tim. 3: 8-10): tem suas categorias: o evangelista, o sub-diácono, também chamado de diácono das epístolas, o leitor e o cantor. O arquidiácono é o líder dos diáconos na arquidiocese.

O único ministro da sacramento do sacerdócio é o bispo que tem o direito de impor as mãos sobre o candidato a ser ordenado (At. 6:6; 13: 2-3). A parte visível do sacramento do sacerdócio é a imposição das mãos do bispo sobre a cabeça do candidato e a oração específica em que o bispo pede a graça divina para descer sobre ele (candidato) pelo poder do Espírito Santo. Esta parte invisível é a graça concedida por Deus ao ordenado, juntamente com a autoridade de ligar ou desatar, ensinar, organizar, absolver e consagrar.

Os frutos do sacramento do sacerdócio são: preservação das categorias sacerdotais na Igreja, comprometendo-se com a ordem, trabalho de acordo com as obrigações e privilégios dos pastores e do rebanho, distribuindo bênçãos divinas aos crentes, ministrando os sete sacramentos de acordo com o seu nível hierárquico, ensinando a verdade da nobre fé cristã, e adornando-se com virtude sendo exemplo de fé, falando do trabalho, para que o nome do Pai Celeste seja glorificado, honrando as categorias sacerdotais, amando seu rebanho e trabalhando para a salvação das almas, “Porque todo o pontífice assunto de entre os homens, é constituído a favor dos homens naquelas coisas que se referem a Deus, para que ofereça dons e sacrifício pelos pecados. O qual se possa condoer daqueles que ignoram e erram: porquanto ele também está cercado de enfermidade. E por esta causa deve, tanto pelo povo, como também até por si mesmo, oferecer sacrifício pelos pecados” (Heb. 5: 1-3). Por isso os sacerdotes e bispos devem cuidar da salvação das almas dos fiéis, “portanto, vigiai por vós mesmos e por todo o rebanho que o Espírito Santo vos constitui como guardiões para pastorear a Igreja de Deus que Ele comprou com Seu próprio sangue”.

“Os homens devem-nos considerar como ministros de Cristo: e como despenseiros dos mistérios de Deus” (1Cor. 4:1). Ainda com relação a isto São Paulo escreve: “Ora nós vos suplicamos, irmãos, que tenhais consideração com aqueles que trabalham entre vós, e que vos governam no Senhor, e que vos admoestam… (1Tes. 5:12); lembrai-vos dos vossos prelados, que vos falaram a palavra de Deus: cuja fé haveis de imitar considerando qual haja sido o fim da sua conversação” (Heb. 13:7). Cristo, Nosso Senhor, disse aos seus discípulos: “O que a vós vos recebe, a mim me recebe…” (Mt. 10:40) e “o que a vós ouve, a mim ouve; e o que a vós despreza a mim despreza” (Lc. 10:16), por isso para honrar Jesus, Nosso Senhor, honramos seus despenseiros. Por ocasião da Quaresma, pedimos ao senhor aceitar seu jejum, suas orações e suas obras caritativas, tornando-vos dignos de celebrar Sua ressurreição com alegria, felicidade, boa saúde pela intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus, São Pedro, o líder dos apóstolos e os mártires e santos.

Editado em nossa casa patriarcal em Damasco - Síria

No sétimo dia de fevereiro do ano de dos mil e nove do Nosso Senhor, o 29º. Ano da nossa entronização patriarcal.

criado por Diác. Celso Kallarrari    15:06:35 — Arquivado em: a voz Patriarcal

19/2/09

Bento XVI às Igrejas Ortodoxas Orientais

Num mundo ferido pelas divisões e conflitos é urgente trabalhar pela unidade dos cristãos: Bento XVI ás Igrejas Orientais Ortodoxas

30/01/2009


O Santo Padre recebeu também em audiência os participantes na reunião da comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a igreja católica e as igrejas orientais ortodoxas, um grupo de sete Igrejas locais que se separaram da Igreja em 451 não aceitando algumas formulações do Concilio de Calcedónia.

A unidade dos cristãos é ainda mais urgente hoje num mundo marcado por divisões e conflitos: salientou Bento XVI no seu discurso onde reafirmou a necessidade de serem lançadas sementes de esperança no Médio Oriente..

O mundo precisa de um sinal visível da unidade disse o Papa que louvou o empenho das Igrejas orientais ortodoxas a favor do dialogo com a Igreja católica. Um dialogo necessário para superar as divisões do passado e para reforçar a unidade testemunhada pelos cristãos perante os enormes desafios que hoje, os crentes devem enfrentar.

E reafirmou que é um dever dos fiéis trabalhar para a manifestação da dimensão de comunhão da Igreja.

“Basta pensar no Médio Oriente do qual muitos de vós provêm, para ver que temos necessidade urgente de sementes autenticas de esperança num mundo ferido pela tragedia das divisões, dos conflitos e do sofrimento humano imenso.

A semana de oração pela unidade dos cristãos – prosseguiu depois Bento XVI – concluiu-se nos dias passados com uma cerimonia na Basílica dedicada ao grande Apostolo Paulo. Precisamente Paulo foi o primeiro defensor e teólogo da unidade da Igreja. Os seus esforços, o seu empenho, eram inspirados por uma duradoira aspiração a manter uma visível e real comunhão entre os discípulos do Senhor.

 

 

 

 

 

 

criado por Diác. Celso Kallarrari    20:34:17 — Arquivado em: ecumenismo
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